GIH de Luziânia prende suspeitos de assassinato de eletricista. Ex é mandante

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Ednardo Ribeiro e Odete Alves

Policiais civis do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Luziânia, coordenados pelo delegado Eduardo Gomes Junior, prenderam, no dia 27 de agosto de 2015, Odete Alves Cerqueira Pereira, de 60 anos de idade, em cumprimento a um Mandado de Prisão Temporária, pelo crime de homicídio de seu companheiro, Paulo Gerson Benício da Silva, de 22 anos. Ela teria sido a mandante do crime.

Com ela, os policiais também apreenderam a adolescente M.P.S., de 17 anos, em cumprimento a um mandado de internação provisória por ato infracional análogo ao crime de homicídio, uma vez que ela, de acordo com as investigações, teria ajudado seu namorado, principal executor do crime. Odete mantinha um relacionamento amoroso com a vítima, sendo que Paulo morava com ela há aproximadamente 06 meses. Segundo o delegado Eduardo, Odete queria se casar com Paulo, mas ele não aceitou.

Ainda segundo o delegado, Paulo estaria tentando terminar o relacionamento com a investigada, porém, ela teria dito a ele que “se ele não fosse dela, não seria de mais ninguém”. No final de junho deste ano, Odete teria contratado M.P.S e o namorado dela, pela quantia de R$ 300,00 e um celular, para executar Paulo, em sua própria casa. No dia do crime, Paulo acabara de chegar do trabalho, momento em que o namorado de M.P.S lhe asfixiou até a morte.

Odete, M.P.S e o executor teriam colocado o corpo de Paulo num carro e jogado num matagal na zona rural de Luziânia, onde teriam ateado fogo no corpo. Alguns dias depois, Odete chegou a registrar um boletim de ocorrência, na delegacia, para noticiar um suposto “desaparecimento” do companheiro.

Dando continuidade as investigações, os policiais do GIH prenderam, no dia 29 de agosto de 2015, o último suspeito do crime, Ednardo Ribeiro Silva Júnior, que segundo ele mesmo confessou à polícia, teria executado a vítima com um golpe denominado “mata-leão”, causando-lhe a morte por asfixia. Ele também mostrou aos policiais onde o corpo teria sido queimado.

Logo pós sua prisão, o suspeito levou os policiais até um matagal, nas proximidades do Parque de Exposição de Luziânia, onde foi encontrada a ossada, que de acordo com o suspeito, seria de Paulo Benício, que no dia do crime teria sido queimado por ele, com o auxílio de sua namorada e da companheira da vítima.