Goiás/Mato Grosso do Sul: Operação da Denarc desarticula esquema de tráfico interestadual

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Droga aprendida nesta terça-feira (13), em Ponta Porã/MS
Droga aprendida nesta terça-feira (13), em Ponta Porã/MS

Após seis meses de investigação, a Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc), com apoio operacional do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil (GT3), da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), Delegacia de Investigações Criminais (Deic) e da Delegacia de Narcóticos (Denar) de Mato Grosso do Sul, deflagrou, no dia 12 de junho, a Operação Plenus, destinada à desarticulação de uma organização criminosa dedicada ao tráfico interestadual de drogas.

O resultado do trabalho, que teve início a partir de informações prestadas pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Estado de Goiás, foi apresentado na manhã desta terça-feira (13), pelo delegado Vinícius Teles, titular da especializada. Até o momento, foram presas 13 pessoas e duas estão sendo procuradas em Mato Grosso do Sul. Ainda foram cumpridos doze mandados de busca e apreensão domiciliar e dois de condução coercitiva nas cidades de Goiânia/GO, Cezarina/GO, Indiara/GO, Campo Grande/MS e Ponta Porã/MS.

Segundo Teles, as investigações revelaram que um grupo composto por sete investigados, José Humberto Vieira Ataíde Júnior, Emival Sales Gomes, Romes José Franco, Adalberto Alves Cordeiro, Rafael Rodrigues Lemos de Miranda, Valdeire Aires da Silva e Johnn Kennedy da Silva Filho, residentes em Goiânia, Cezarina, Santa Helena e Indiara, organizavam-se mensalmente em consórcio e adquiriam de Geraldo de Oliveira Santos, em Ponta Porã/MS, grande quantidade de maconha, revendendo-a em Goiânia e região metropolitana.

Veridelber Leonardo do Nascimento seria o responsável pela guarda da droga na capital. Larry Cris Vieira de Moura, Edimar da Silva de Medeiros, Wagner de Oliveira Quadros, Matheus Reis da Silva e Uelton dos Santos Moncão, os três últimos de Campo Grande/MS, eram os especialistas no transporte da droga. Matheus e Uelton ainda estão sendo procurados pela polícia sul-mato-grossense. Outros quatro membros da organização já haviam sido presos nos meses de abril e maio.

No curso da investigação, dois carregamentos da organização foram apreendidos. O primeiro, de 800 quilos, foi apreendido no dia 13 de abril, no Jardim Guanabara, em Goiânia/GO. Na ocasião, em ação integrada entre Denarc e o Bope, Veridelber foi preso em flagrante. Posteriormente, no dia 13 de maio, 1.100 quilos de droga foram apreendidos em Jataí, quando eram transportados de Ponta Porã/MS para Goiânia. Na diligência, foram presos Edimar, Wagner e Larry Cris.

Nesta segunda e terça-feira (12 e 13), outros membros da organização foram presos, inclusive Geraldo, em Ponta Porã/MS, apontado como fornecedor do grupo, com cerca de 700 quilos de maconha. As prisões no Mato Grosso do Sul foram realizadas pela Denar/MS, em apoio operacional à especializada goiana. Nas últimas semanas, tanto a Denar/MS quanto o Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul (Garra/MS) realizaram monitoramento dos investigados sul-mato-grossenses.

Organograma
José Humberto, o popular Cabal, foi identificado como líder da organização em Goiás. Conforme o que foi apurado, apesar de os membros atuarem em consórcio na coleta de valores para aquisição e posterior revenda da droga, José Humberto era o mentor da organização, principalmente em relação aos contatos pessoais, pagamentos e acertos realizados no Mato Grosso do Sul com o fornecedor Geraldo.

Jessyka Kennedy Ferreira, companheira de José Humberto, também foi presa, na medida em que a investigação comprovou sua efetiva participação, em especial na disseminação de drogas em Goiânia. Outras duas pessoas foram conduzidas coercitivamente para prestarem depoimentos, entretanto, não tiveram seus nomes revelados, por tratam-se de meras testemunhas.

Com a deflagração da operação, cujo nome deriva do termo latim que significa “pleno, completo ou total”, a Polícia Civil acredita ter angariado provas contra todos os integrantes da organização, que responderão por tráfico interestadual de drogas e associação para o tráfico, cujas penas podem ser elevadas em até dois terços em razão de os crimes alcançarem dois Estados.