Grupo Antirroubo a Bancos apresenta resultado da Operação Redenção

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Seis integrantes foram apresentados na Deic

O Grupo Antirroubo a Bancos (Gab) da Delegacia de Investigações Criminais (Deic) apresenta nesta segunda-feira (14) o resultado da Operação Redenção, que desarticulou uma quadrilha especializada no sequestro de funcionários de agências bancárias em pelo menos quatro cidades do interior goiano, apenas em 2015. Ao todo, oito pessoas foram presas.

A investigação, coordenada pelo delegado Alex Vasconcelos, durou cerca de cinco meses e mostrou que o bando seria responsável pelo sequestro de funcionários e seus familiares ocorridos nas cidades goianas de Rubiataba, Palmeiras de Goiás, Luziania e Uruaçu. Agindo com violência e tortura física e psicológica, a quadrilha mantinha os familiares de funcionários de bancos em cativeiro, exigindo como resgate a retirada de valores das agências.

As prisões ocorreram nas cidades de Caruaru/PE, onde foi preso Marlon Alves da Silva, em 28 de agosto; Valparaíso/GO, onde ocorreu a prisão de Eduardo Nonato da Silva, em 8 de setembro; Porangatu/GO, onde foi preso Marcos Alberto Santana de Oliveira, em 7 de dezembro; e Anápolis/GO, local em que foram presos Washington Maia, Tiago Rosa dos Santos, Wesley Honório Ferreira, Johnattan Rodrigues de Oliveira e Wagner Barbosa Rodrigues, no dia 8 de dezembro.

A operação, que levou o nome de “Redenção” em alusão ao nome da cidade onde o grupo se conheceu, teve a participação do Grupo Tático da Polícia Civil – GT3. Com os suspeitos, foram apreendidas três armas de fogo, sendo um revólver calibre .38, uma pistola de uso restrito das forças policiais no calibre .40 e uma espingarda calibre .22. As armas foram descritas pelas vítimas como utilizadas nos crimes. Um veículo GM/Corsa, utilizado nos crimes para transportar as vítimas para os cativeiros, também foi apreendido.

Segundo o delegado Alex Vasconcelos, os presos, que possuem passagens anteriores pela polícia, responderão pelos crimes de extorsão mediante sequestro, associação criminosa qualificada e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e restrito, com penas que variam entre 30 e 120 anos de prisão.