Indiciado fazendeiro que desviava água do Rio Araguaia

458

araguaiaA Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), indiciou um fazendeiro por crime ambiental e o multou em mais de R$ 4,3 milhões por ter captado, de forma irregular, água do Rio Araguaia, em Jussara. Luserique Quintal, de 60 anos, é dono de duas fazendas na região e montou um sistema para retirar a água e distribuir pelas propriedades. De acordo com as investigações, por hora, eram captados 11 mil metros cúbicos de água.

Segundo o delegado Luziano Carvalho, dos 29 pivôs de irrigação encontrados na propriedade, quatro estavam em áreas de preservação permanente, além de oito barragens construídas sem licença, e um canal para captação direta de água, com oito quilômetros de extensão e capacidades de vazão de 11 mil metros cúbicos de água por hora.

Após a instauração de vários inquéritos, ficou esclarecido que o autor iniciava suas atividades sem licença, e depois procurava legalizá-las de forma fracionada para não levantar maiores suspeitas. Outros inquéritos foram abertos – em ações conjuntas entre Polícia Civil, Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima) e Polícia Técnico-Científica – ficou constatado que ele também cometeu outros delitos ambientais.

De acordo com o inquérito, trata-se do maior número de pivôs centrais funcionando em Goiás. Segundo o delegado Luziano Carvalho, a Polícia Civil realizará um trabalho com os órgãos ambientais e proprietários rurais no sentido de que sejam adotadas medidas urgentes de proteção, preservação, regularização e utilização das áreas de rios e nascentes.

Em relação ao material e às irregularidades encontradas nas fazendas do empresário, o delegado afirma que, além das recomendações para recuperação das áreas de preservação e reflorestamento, o proprietário deve desativar o funcionamento dos pivôs até a regularização de todo o empreendimento. “Não podemos alegar que estamos produzindo mais destruindo um dos maiores patrimônios naturais que temos”, finalizou.