Itumbiara: Polícia Civil prende 6 pessoas suspeitas de furtar e receptar óleo de cozinha

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Óleo de cozinha era desviado e revendido

Seis pessoas foram presas na tarde desta quinta-feira (5) em Itumbiara, no sul do estado, suspeitas de integrar uma quadrilha que furtava, desviava e receptava caixas de óleo de cozinha de uma empresa sediada na cidade. De acordo com a Polícia Civil, as ações criminosas eram cometidas há pelo menos um ano. Entre os produtos roubados estavam óleos de soja, milho, girassol e canola.

Dois funcionários terceirizados que prestavam serviços para a Caramuru Alimentos S. A., responsável pela marca fantasia Sinhá, sendo uma mulher de 31 anos e um homem, de 30, desviavam caixas com os produtos prontos para comercialização e as escondia em uma área dentro da própria empresa. No local, eram guardados materiais que seriam descartados, como garrafas defeituosas ou amassadas. Sendo assim, as caixas com os óleos ficavam por baixo e, por isso, ninguém da companhia desconfiou da ação.

Normalmente, segundo a polícia, esses materiais são retirados da indústria a cada dois dias por caminhões de uma empresa terceirizada, que compra itens para reciclagem. A dupla aproveitava essas movimentações para repassar as caixas com produtos prontos para dois motoristas, de 44 e 55 anos, e não levantar suspeitas.

“A empresa é muito grande e não chegou a desconfiar que estava sendo roubada. Após a operação, entramos em contato com eles e informamos sobre o ocorrido”, contou ao G1 o delegado Ricardo Chueire.

O esquema ainda contava com a participação de dois receptadores, de 28 e 48 anos. O homem mais jovem é o proprietário de uma empresa que realiza eventos e festas infantis. Segundo a polícia, a dupla foi flagrada enquanto retirava as caixas do caminhão de reciclagem e as transferiam para uma pickup.

Receptadores
Os óleos, além de usados na empresa do suspeito, também seriam revendidos para bares, restaurantes e pequenos mercados da periferia de Itumbiara.  “Estamos levantando os estabelecimentos e os proprietários também podem responder por receptação qualificada”, disse Chueire.

Segundo ele, o esquema lesava duas empresas ao mesmo tempo. Primeiro era a indústria, que perdia o produto desviado diretamente da linha de produção. A segunda era a compradora de materiais recicláveis, já que ela pagava por quilo e as garrafas cheias acabavam aumentando o peso da carga.

Durante a operação, foram apreendidas 20 caixas de óleo, com 20 litros cada. A polícia ainda apura se outros funcionários que prestam serviços para a indústria participavam do esquema.

Os dois operários da indústria e os motoristas que buscavam os produtos serão autuados pelos crimes de furto mediante fraude e formação de quadrilha. Já os outros dois envolvidos vão responder por receptação qualificada e formação de quadrilha. As penas para os crimes podem variar de um a oito anos de prisão, segundo o delegado.

Fonte: G1 GO
Texto: Fernanda Borges