Mãe é responsável pela morte de criança encontrada dentro de mochila, conclui a Polícia Civil

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Delegada Myrian Vidal: DPCA

Cristiane de Brito, de 35 anos, confessou à Polícia Civil ser a mãe de um bebê recém-nascido encontrado morto dentro de uma mochila. O fato aconteceu no dia 20, no Setor Buriti Sereno, em Aparecida de Goiânia. Ontem (27.09) os policiais que investigaram o caso descobriram que a criança de seis anos que encontrou o corpo do bebê é irmã do rebento abandonado por Cristiane. A mulher prestou depoimento na Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente de Aparecida de Goiânia (DPCA) e ainda pas­sava mal por conta do parto improvisado, no banheiro de casa. Ela contou ter cortado o cordão umbilical com uma faca de cozinha. A mulher garantiu ter abandonado o feto já sem vida, mas um laudo do Instituto Médico Legal (IML) aponta que a causa da morte teria sido asfixia, horas após o nascimento.

Mochila onde a corpo da criança foi encontrado, morto pela mãe

A Polícia Civil aguardará um laudo com o perfil psicológico de Cristiane Brito, para definir por qual crime a mãe irá responder. “Ela pode ter cometido o homicídio de vulnerável, com uma qualificante por ter sido cometido por asfixia, que vai de 12 a 30 anos de prisão. Caso o perfil psicológico conclua que a indiciada sofre de depressão pósparto, ela responderá por infanticídio, que vai de dois a seis anos de prisão”, conclui a titular da DPCA, Myrian Vidal. Cristiane não ficou presa por não ter sido pega em flagrante. Ela deve responder em liberdade até que saia a sentença judicial.

A delegada contou que no dia 20 de setembro foi até o local onde o feto foi encontrado por uma menina de seis anos, uma dos sete filhos de Cristiane. “No local nós fizemos um levantamento superficial com o dono do imóvel onde a criança havia sido abandonada na calçada. Daí em diante, o papel dos agentes de polícia foi levantar mulheres que poderiam estar grávidas na região. Para isso, pedimos para que muitas pessoas fossem até a delegacia, prestar depoimentos. Entre as mulheres estava Cristiane, que mal aguentava andar e reclamava de dores nos rins”, contou a delegada, que desconfiou e pediu um exame na mulher, que constatou que ela havia dado a luz a uma criança recentemente.

“Diante da afirmativa do médico, Cristiane negava que tivesse tido um bebê. Foi então que nós realizamos o trabalho com a ajuda de uma psicóloga, que chegou ao ponto de ela nos confessar do que havia acontecido”, relatou Myrian Vidal.

Fonte: Diário da Manhã
Texto: Jairo Menezes
Fotos: Adriano Zago/G1 (Mochila) e Site do Sindepol (Myrian Vidal)