Operação Crepitus prende suspeitos de explodir bancos no interior do Estado

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Ricardo Chueire, Alex Nicolau, José Eliton e Álvaro Cássio (foto: Jota Eurípedes)

A Polícia Civil apresentou, na tarde desta segunda-feira (20), detalhes da Operação Crepitus, que resultou na prisão, por homens da Polícia Civil, de sete suspeitos de integrar grupo especializado em explosões a agências bancárias. A organização criminosa é responsável por mais de 30% dos crimes dessa natureza cometidos no Estado. Os presos não foram apresentados porque compareciam, no momento da apresentação, à audiência de custódia.

De acordo com o titular do Grupo Antirroubo a Bancos (GAB) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), delegado Alex Vasconcellos, somente em 2016 a associação criminosa teria explodido agências bancárias de cinco municípios goianos: Aragarças, Bom Jardim de Goiás, Britânia, Itapirapuã e Montes Claros. “Eles confessaram os crimes”, assinalou. O vice-governador e titular da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária, José Eliton, o delegado-geral da Polícia Civil, Álvaro Cássio, e o superintendente de Polícia Judiciária, Ricardo Chueire, também participaram da apresentação, realizada no auditório da SSPAP.

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O delegado Alex Vasconcellos também ressaltou que, somente nos últimos 60 dias, quatro quadrilhas especializadas em ataques a bancos foram desarticuladas pelas forças policiais. Estes quatro grupos, segundo o serviço de Inteligência, são responsáveis por 70% dos crimes cometidos em agências bancárias somente em 2016. Ainda segundo o titular do GAB/Deic, a quadrilha agia com extrema violência. Segundo ele, parte do grupo ficava dentro das agências bancárias, enquanto os demais integrantes efetuavam disparos pela cidade, inclusive contra as forças policiais locais.

As investigações duraram cerca de três meses e, ao todo, a Operação Crepitus – “explosão” em latim -, contou com o trabalho de dez agentes de polícia, dois delegados e três escrivães. As prisões ocorreram na última quarta feira (15) em Goianira e Jussara. Os acusados são Iodeyve José da Silva, 23 anos, Gilson Noé, 32, José Arnaldo Rebouças, 31, Lucas Pereira, 21, Carlos Henrique Souza, 30, Cleber Moura, 26, e Francisco Ernani, 35. De acordo com a PC, esse último é o chefe da organização criminosa.

Padrão de vida elevado
Um fato que chamou a atenção da polícia, de acordo com o delegado Alex Vasconcellos, é o alto padrão de vida dos envolvidos. “Todos os presos viviam em casas luxuosas, com móveis caros, piscinas e carros (próprios e alguns fruto de roubos) considerados de alto valor aquisitivo”, afirmou o delegado ao informar que, durante entrevista com o chefe do bando, Francisco Ernani, este confessou que não exerce qualquer atividade lícita que lhe permita ter uma renda.

Ainda de acordo com o delegado, com a organização criminosa foram encontrados um veículo que já estaria sendo equipado para um novo ataque e armamento de grosso calibre. “No momento das prisões eles confessaram que as armas eram locadas no Estado de São Paulo”, relatou ao citar que as investigações apontam que, além das explosões a agências bancárias, eles atuavam ainda em outros tipos de crimes, como roubo de cargas e no tráfico de drogas.