Operação da Polícia Civil prende 13 suspeitos de roubar carros e fraudar documentos

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Presos durante a operação da Polícia civil
Presos durante a operação da Polícia Civil

A Polícia Civil de Goiás prendeu, nesta quarta-feira (24), 13 suspeitos de integrar uma quadrilha de roubo e fraudes de documentação de veículos na Grande Goiânia. Segundo a investigação, outras seis pessoas participavam do esquema de dentro da prisão.

A polícia suspeita que os presos fazem parte de uma das maiores organizações de roubo de veículos da capital. A Operação Héracles foi realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFVA), que investigava a quadrilha há 6 meses.

A ação identificou três homens como os principais operadores do esquema. João Pedro Neves Neto, conhecido como Gordinho, era o principal agente da quadrilha. De acordo com o delegado Adriano Costa, ele era responsável pela adulteração e confecção de documentos de veículos, na maioria das vezes roubados.

Para a Polícia Civil , Edi Wilson Felix de Miranda comandava, de dentro da prisão, o roubo de carros. Quem fazia a interlocução entre João Pedro Neto e Edi Wilson, conforme o delegado, era Fabrício Christian, interlocutor entre os roubos e a falsificação dos documentos.

João Pedro alterava dados em documentos originais e também imprimia documentos falsos usando um computador e uma impressora, apreendidos pela polícia, revela o investigador. O “laboratório” de falsificação funcionava em uma casa alugada pela quadrilha. Policiais também apreenderam com os presos uma arma, documentos originais que seriam adulterados e alguns em branco, prontos para falsificação.

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Documentos fraudados apreendidos com a quadrilha

Segundo o delegado Adriano Costa, a operação deflagrada nesta quinta-feira é uma sequência ao que foi a Operação Mestres do Ofício. Ele afirma que os carros só são roubados por causa da existência de falsários, que tornam o crime rentável. “Quando a gente prende um falsário, efetivamente a gente combate a criminalidade de forma mais dura”, enfatizou o delegado.

A Polícia Civil começou a investigar o grupo depois da prisão de Cleber Dutra, em uma operação realizada em julho deste ano. Cléber, conhecido como Riu, era considerado pela polícia o maior adulterador de chassis de veículos da capital. Com a prisão dele, segundo a polícia, João Pedro passou a comandar a parte da quadrilha responsável pela falsificação e adulteração de documentos.

Além de pessoas ligadas aos crimes de roubo de veículos, a polícia identificou, ao longo da investigação, pessoas  que procuravam a quadrilha em busca de alternativas para burlar a fiscalização. Em um dos casos, um homem pediu inversão das letras da placa do próprio carro para que o veículo não fosse identificado para a aplicação de multas.

Fonte: G1/GO
Texto: Murilo Velasco