Operação Migratio: Denarc cumpre mandados e prende sete pessoas

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Fotos: Wildes Barbosa

A Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (8), a Operação Migratio, destinada a dar cumprimento a oito mandados de prisão temporária e doze mandados de busca e apreensão, em Goiânia e Aparecida de Goiânia, objetivando concluir investigação em face de associação criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas e lavagem de capitais. Oito pessoas foram presas.

As investigações tiveram início há aproximadamente seis meses e mostraram que Paulo Reimon Vieira de Aguiar era o principal membro de uma associação criminosa com atuação no tráfico na região metropolitana. Ele se mudou para Goiânia após ser condenado e cumprir parte da pena por roubo a banco e tráfico de drogas no Estado de São Paulo. Na capital de Goiás, ele fixou residência e continuou traficando, abrindo ainda uma empresa de locação de caçambas para lavar o dinheiro do tráfico.

Segundo o delegado Alécio Moreira, titular da Denarc, Paulo Reimon ostentava alto padrão financeiro, a considerar o local onde reside e os carros de sua propriedade. Em sua lista de clientes constam condenados do Sistema Prisional. As investigações apontam que a droga sai do norte do país, principalmente do Estado do Pará, para Goiânia, de onde Paulo coordena a distribuição, inclusive com destino a São Paulo, onde mantém vínculos familiares e no mundo do crime.

Além de Paulo, outras sete pessoas foram presas nesta manhã, todas elas associadas a Paulo no comércio de drogas. Com uma delas, Rogério Mendes dos Santos, foram encontrados 68 quilos de insumos próprios para diluição de cocaína, além de 1,5 quilo da droga. Ainda durante a operação, nove veículos e três caminhões foram apreendidos, além de computadores e centenas de documentos, que passarão por perícia.

Outros crimes associados ao grupo já foram registrados na Denarc. Por exemplo, um carregamento de 42 quilos de pasta base de cocaína, apreendido em 22 de fevereiro, em Goiânia. A droga, que estava na posse de Evandro Carlos Pereira e Tiago de Souza Thomé, pertencia a Reimon. De acordo com o delegado, as investigações continuam principalmente em relação aos crimes de lavagem de capital. O nome da operação, “Migratio”, faz alusão à migração de Paulo e sua família do Estado de São Paulo para Goiânia.

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