OPERAÇÃO PARANAÍBA: NOTA OFICIAL Nº 1

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WhatsApp Image 2016-09-30 at 16.49.08Com vistas à apuração dos fatos relativos ao homicídio que vitimou José Gomes da Rocha, Pecuarista, 58 anos, casado e candidato à Prefeitura de Itumbiara, no Sul Goiano, foi criada uma força tarefa que desenvolverá suas diligências no contexto da Operação Paranaíba.

Composta por cerca de 13 delegados e 50 agentes e escrivães (números que podem variar a depender do encaminhamento das investigações), a Operação Paranaíba é coordenada pelo delegado titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), Douglas Pedrosa.

Determinada pelo Delegado Geral da Polícia Civil de Goiás, Álvaro Cássio, o qual acompanha pessoalmente o avançar das investigações, compõem-na o titular da 6ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC), delegado Ricardo Chueire; o delegado do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Itumbiara, Rogério Moreira; o delegado Lucas Finholdt, do Gepatri; o delegado Vinícius Penna, do GIH de Itumbiara; Tiago Martimiano, delegado adjunto da DIH; Maurício Massanobu, delegado de operações de inteligência e André Ganga, delegado do Grupo Tático 3 (GT-3). Ainda: Alécio Moreira, SPJ; Danilo Fabiano, superintendente de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e Administração Prisional (SSPAP), Germano Castro, delegado chefe do setor de operações de inteligência da SSPAP. O delegado da Superintendência de Polícia Judiciária (SPJ), Gustavo Ferreira, é o porta-voz da Operação Paranaíba.

Gilberto Ferreira do Amaral, 53 anos, filho de Maria Cândida Amaral, auxiliar de serviços gerais da Secretaria Municipal de Saúde de Itumbiara, portava, na ocasião, uma Pistola marca Taurus modelo PT-100, já enviada ao Instituto de Criminalística para avaliação de seu número de série e verificação de procedência. Vale destacar que o atirador tinha ainda, um carregador reserva totalmente municiado em um dos bolsos.

José Gomes da Rocha foi atingido por um disparo que penetrou em seu ombro esquerdo, trespassou o peito e saiu pelo ombro direito. O vice-Governador José Eliton foi atingido por um tiro no abdômen. O policial militar Vanilson João Pereira foi atingido por um tiro na femural e outro cujo orifício de entrada está localizado na região do rosto e o de saída situa-se nas costas. Célio Rezende de Faria foi atingido por um tiro no tórax.

A Polícia Civil informa, ainda, serem inverídicas as ilações correntes, sobretudo, em redes sociais, as quais afirmam que drogas teriam sido plantadas na residência de Gilberto. Os entorpecentes foram, de fato, apreendidos, em um total de 84 quilos, em duas residências pertencentes a seu filho, Dyone Garcia Amaral (uma das quais localizada no município de Araporã-MG).

Dyone possui passagens por Roubo (Artigo 157 do Código Penal) e Tráfico Ilícito de Drogas (Artigo 33 da Lei de Drogas). Foi preso anteriormente pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Itumbiara. Até o momento, não há qualquer indício do envolvimento de Gilberto do Amaral ligada ao tráfico de drogas.

A investigação do atentado contra José Gomes da Rocha é de competência exclusiva da Polícia Civil de Goiás. A título de esclarecimento, informa-se que o Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, ofereceu o reforço de uma equipe formada por investigadores e delegados da Polícia Federal em apoio às diligências determinadas pelo coordenador da Força Tarefa criada por iniciativa do Delegado Geral da Polícia Civil de Goiás, Álvaro Cássio, para elucidar os fatos atinentes ao caso.

Até o momento, as investigações se desenvolvem primeiramente com o objetivo de esclarecer a dinâmica do crime. Além disso, objetiva-se esclarecer a motivação do delito, a qual será informada oportunamente. Nenhuma linha de investigação é afastada pela Polícia Civil de Goiás.