Operação “Porteira Fechada” prende quatro por furto de gado e maquinário

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quadrilha furto de gado
Antônio Gonçalves, Ivan, Antônio Barcelos e Elivaldo

A Operação Porteira Fechada, realizada pelo Grupo de Repressão a Crimes Rurais e de Divisas (GRCRD), prendeu, no dia 13 de abril de 2016, uma associação criminosa especializada em furto de gado e maquinário agrícola. Os quatro homens foram apresentados pelo delegado Glaydson Carvalho, titular da especializada, na manhã desta sexta-feira (15).

Antônio Gonçalves Almeida, de 47 anos; Antônio Barcelos Júnior, de 39 anos; Elivaldo Cardoso da Silva, de 57 anos; e Ivan Pires, de 59 anos, já praticaram crimes em Goiás e Minas Gerais e, segundo o delegado, já planejavam novo golpe no Estado do Mato Grosso. Estima-se que o grupo tenha furtado mais de 2 mil cabeças de gado, além de maquinários, somando um prejuízo às vítimas de mais de R$ 5 milhões.

De acordo com as investigações, os homens simulavam a compra de propriedades rurais “de porteira fechada” e pagavam a compra com cheques falsos ou furtados. Enquanto o dono da propriedade não descobria o golpe, eles aproveitavam para levar o gado e maquinário deixados nas fazendas.

Em alguns casos a quadrilha ficava um tempo simulando a negociação da propriedade, até ganhar a confiança dos funcionários do local. Quando o dono não estava na propriedade, eles chegavam e alegavam ter fechado a negociação, furtando as rezes. “Eles diziam pros funcionários, que já os conheciam, que tinham comprado a fazenda e que iriam transportar o gado”, explicou o delegado.

Em um dos crimes, registrado em novembro do ano passado, eles simularam a compra da fazenda de um empresário de Anápolis. No intervalo da suposta negociação, eles fizeram amizade com o caseiro e, enquanto o dono da propriedade viajava, voltaram ao local. “Eles alegaram que tinham realmente comprado, demitiram o zelador e desligaram o telefone”, explicou Glaydson.

Neste intervalo, eles levaram da propriedade mais de 400 cabeças de gado, avaliadas em mais de R$ 800 mil. De uma fazenda no município de Santa Cruz, também supostamente adquirida via estelionato, eles chegaram a levar mais de 700 animais. Ao saber do golpe, o dono da propriedade teve um ataque cardíaco e faleceu. Outras vítimas já foram identificadas em Corumbaíba e Campo Alegre.