Operação Urutau: PC prende 11 pessoas suspeitas de assaltos a fazendas na região de Luziânia

460
urutau
11 pessoas foram presas

A Polícia Civil (PC), por meio da 5º Delegacia Regional de Polícia (DRP), em Luziânia, a 210 quilômetros de Goiânia, deflagrou a operação Urutau na madrugada desta quarta-feira (12). Durante a ação, coordenada pelos delegados Fabrício Flávio Rodrigues, Igor Carvalho Carneiro e Rodrigo Mendes de Araújo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e 11, dos 17, de prisão expedidos.

Segundo informações da PC, os detidos estão envolvidos em roubos a fazendas de Luziânia, Cidade Ocidental, Valparaíso e Novo Gama, além de receptação e tráfico de drogas. Na ação, que envolveu 150 policiais civis, foram apreendidas, com os suspeitos, 6 armas de fogo.

Ainda de acordo com a polícia, a quadrilha era investigada desde agosto deste ano. Durante os assaltos, os criminosos, que invadiam as propriedades por rios ou a pé, pela mata, sempre vestiam roupas camufladas, com os rostos encobertos por camisetas amarradas, alguns deles usando bonés, chapéus e óculos.

Todos com armas de fogo longas e curtas, além de facas. Conforme a PC, eles procuravam por armas e dinheiro, porém também roubavam utensílios domésticos, aparelhos eletrônicos, alimentos e animais (gado, porcos, aves).

Segundo o delegado Rodrigo Mendes, os criminosos agiam de forma violenta. “Eles torturavam as vitimas, agrediam idosos e crianças”, disse. O delegado acredita que os roubos ocorriam há quase um ano.

Na madrugada desta quarta, foram presos Amilson Firmino dos Santos (Grilo), Antonio Audo Pinheira Vera, David Wesley dos Santos (Preá), Maria das Dores Felix Barbosa (Lori), José Fernando de Souza Galdino, Luzia Luziene Santana, Eliezer Junior (Cabeça, Junin), Sergio Henrique das Neves (Costela), Eric Vieira dos Santos, Valmir Lourenço de Carvalho e um homem identificado apenas como “Miro” ou “Lucas.

Conforme a polícia, a maioria dos suspeitos dizia ter outras profissões, como pedreiro ou furador de fossas, para justificar o dinheiro que tinham. De acordo com Rodrigo, os suspeitos entravam nas fazendas e levavam tudo que podiam. Depois eles revendiam e o dinheiro que conseguiam era usado na prática de outros crimes.

Ainda segundo o delegado, a quadrilha era bem dividida. Cada um tinha uma função específica.  Os investigados serão autuados por roubo majorado, associação criminosa; trafico de entorpecentes, receptação, associação para tráfico e corrupção de menores. Se somadas, as penas máximas ultrapassam 51 anos de prisão.

Texto: Jornal O Hoje
Foto: Polícia Civil / Luziânia