Papiloscopistas goianos participam de curso de necropapiloscopia na ESPC

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cursoQuarenta papiloscopistas de todo o país, entre eles cinco profissionais de Goiás, estão reunidos em Goiânia para o Curso de Necropapiloscopia no contexto de desastre de massa, com foco para as Olimpíadas do Rio de Janeiro. O curso vai de hoje até sexta-feira, na Escola Superior da Polícia Civil, e será ministrado pela papiloscopista da Polícia Civil de Goiás, Simone de Jesus, e pela papiloscopista da Polícia Federal, Luciene Marques, lotada no Instituto Nacional de Identificação em Brasília.

A ideia, segundo Simone de Jesus, coordenadora do curso, é preparar profissionais para atuação nos Jogos Olímpicos, em caso de necessidade. No entanto, els espera que o trabalho gere frutos, com desenvolvimento de novas turmas e a criação de uma equipe especializada em Identificação de Vítimas de Desastre (DVI) em Goiás. “Temos profissionais competentes pra isso”, analisa ela, que participou da criação do protocolo de DVI da Interpol.

O curso será ministrado com base nos protocolos da Interpol e prevê as ações iniciais, o resgate dos corpos, local dos exames, a numeração dos corpos, fotografia geral dos corpos, divisão de dados ante mortes e post mortem, divisão de identificação, colegiado de identificação, recomendações gerais, formulários e organogramas, além de técnicas de coleta de impressões papilares em corpos em diferentes estados de decomposição.

Simone, que atuou na identificação de vítimas de desastres diversos, incluindo um dos maiores deslizamentos de terra já registrados no país, na região serrana do Rio de Janeiro, em 2011 (com cerca de 1 mil mortos), acredita que o curso vai gabaritar os profissionais para atuação em qualquer ocasião de desastre. “As forças de segurança trabalham para evitar acidentes, mas isso não nos impede de estarmos preparados”, diz.