Polícia Civil de Bom Jesus apresenta suspeitos de chacina em fazenda de Porteirão

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Sinval Ferreira e Carlos Leandro

A Polícia Civil apresentou na sexta-feira (6) dois homens, Carlos Leandro Gomes Balbino e Sinval Ferreira da Silva, de 29 e 30 anos, presos suspeitos de matar um casal e o filho adolescente deles em uma fazenda de Porteirão, no sudoeste goiano. Apenas uma menina de 4 meses, neta do casal, sobreviveu à chacina ocorrida em 24 de abril do ano passado. Ela foi poupada pelos criminosos por não poder reconhecê-los.

De acordo com o delegado responsável pela investigação, Daniel Moura, da Delegacia de Bom Jesus de Goiás, os dois suspeitos confessaram o crime. Eles alegaram que tinham como objetivo roubar o gado da fazenda, que seria revendido.

Eles relataram à Polícia Civil que enquanto Carlos Leandro, conhecido como “Zé Preto”, distraia José da Silva Oliveira, de 54 anos, Sinval, vulgo “Barriga”, entrou na casa e rendeu a mulher de José, Eudite Maria da Silva Martins, de 45 anos, e o filho do casal, Walison Martins da Silva, de 15.

Segundo o suspeito que invadiu a casa, ao entrar no local, a mulher teria dito: “Eu já sei o que vocês querem”, e mostrou a ele onde estavam guardadas uma espingarda calibre 20 e munições. De posse da arma, ele saiu da casa com os reféns e se encontrou com o comparsa, rendendo também José.

Os moradores foram levados de volta à sede da fazenda, enquanto os criminosos negociavam, por telefone, a venda do gado que seria roubado. Entretanto, o interessado afirmou que não teria como buscar os animais e, por isso, o negócio não se concretizou.

Com isso, a dupla resolveu matar os reféns para não deixar testemunhas da tentativa de roubo. José foi morto e um barracão a cerca de 200 metros da sede, com um tiro na nuca. Já mãe e filho foram mortos dentro da residência. “Em razão da idade, o bebê não poderia testemunhar e reconhecê-los. Foi por esse motivo que eles não mataram o bebê”, explica o delegado.

Eles fugiram em seguida na moto do dono da fazenda e levando também a arma. A moto foi abandonada e a espingarda, escondida em um matagal na região.

De acordo com o delegado, eles foram identificados porque um dos suspeitos saiu da cidade no dia posterior ao crime, o que causou estranheza. Após a prisão dos suspeitos, a arma foi localizada e apreendida pela Polícia Civil. A dupla vai responder por latrocínio e, se condenados, podem receber pena de 60 a 90 anos de prisão.

Texto: G1
Foto: Polícia Civil / Itumbiara