Pirataria: Polícia Civil apreende mais de R$ 1 milhão de mercadoria em camelódromo

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Policial Civil durante a Operação Pirata 1 deflagrada pela Polícia civil

Com a proximidade das festas de final de ano, a Polícia Civil apertou o cerco à comercialização de mercadorias contrabandeadas e falsificadas. Na manhã de ontem (dia15.12), por meio da operação Pirata I, foram apreendidos diversos artigos de vestuários, calçados, acessórios, objetos eletrônicos e até de artesanato em estabelecimentos do Camelôdromo OK, no Setor Campinas, em Goiânia. No total, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão no local e outros três em uma loja da Avenida Anhaguera e estabelecimentos do Jardim Goiás e Bairro Feliz. A estimativa é que o valor dos produtos cheguem a mais de R$ 1 milhão.

Treze pessoas foram encaminhadas à Delegacia de Defesa do Consumidor. Além das mercadorias, a polícia apreendeu cerca de R$ 55 mil em dinheiro. A maior parte dos detidos é de origem chinesa, segundo informa o delegado titular da Decon, André Abrão. Entre eles Qiu Minlong, de 41 anos, conhecido como Alon, que seria o chefe do esquema de falsificação e contrabando. Os acusados pres­tariam depoimento e seriam liberados em seguida, após pagamento de fiança. Eles devem responder por falsificação de produto patenteado, crime contra a relação de consumo e, possivelmente, formação de quadrilha.

O delegado explica que, a princípio, o grupo trazia as mercadorias de outros países e de outros Estados. Há alguns anos (ele não soube precisar o tempo), os acusados começaram a produzir as mercadorias em Goiânia, sendo que há também fábrica em Minas Gerais. Os produtos continham etiquetas de outras marcas, o que caracteriza a pirataria. Abrão conta que suspeitos estão sob investigação desde o último mês de fevereiro, a partir de uma denúncia.

Ao todo, foram usados quatro caminhões da PC para retirar as mercadorias das lojas do camelôdromo. Qiu Minlong foi preso na loja World Braz China, onde eram comercializadas roupas, bolsas, calçados, bijuterias, óculos, artesanatos, produtos de papelaria e assessórios em geral. As mercadorias contrabandeadas serão levadas ao depósito da Receita Federal e o restante ao depósito público.

O superintendente da Polícia Judiciária da PC, Antônio Gonçalves, relata que, no caso de ontem, cada uma das lojas estava em nome de uma pessoa diferente, mas que, possivelmente, o esquema era chefiado por Minlong. Ele observa que esse tipo de ação não é feito somente nessa época do ano, mas foi intensificada justamente por conta do aumento nas vendas. Ele diz que a operação vai continuar, inclusive no interior.

Fonte: O Hoje
Texto: Wanessa Rodrigues
Foto: Fábio Lima