Polícia Civil apreende produtos vencidos em supermercado. Proprietário foi preso

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carne vencida
Mais de 200kg de carne imprópria para o consumo foram apreendidos

A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Consumidor (DECON) apreendeu diversos produtos vencidos em um supermercado nesta segunda-feira (5) no Bairro Hilda, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. O dono do estabelecimento, um homem de 23 anos, foi preso em flagrante.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Eduardo Prado, havia aproximadamente 230 kg de carnes impróprias para o consumo, além de frutas podres e cervejas sem rótulos. Os itens que estavam impróprios para o consumo encheram três carrinhos de supermercado. Os produtos apreendidos serão destruídos pela Vigilância Sanitária.

A polícia chegou até o local a partir de denúncias de consumidores, que perceberam as irregularidades. Segundo a polícia, uma mulher chegou a comprar carne moída estragada e só percebeu ao chegar em casa.

De acordo com o delegado, a higiene do local era imprópria. Agentes encontraram fezes de rato e ração de cachorro no depósito, junto com alimentos. “Na parte externa, teias de aranha, carnes podres localizadas em tambores próximas às que seriam vendidas. Sucos vencidos desde setembro, frutas e verduras podres e em estado de mofo característico. Carne junto com sorvete. Vários tipos de irregularidade, além de um odor muito forte”, disse.

A policia suspeita que os produtos sem rótulos eram uma estratégia para que o consumidor tivesse dificuldades em saber sobre a validade dos produtos. O delegado disse ainda que uma consumidora procurou a DECON há aproximadamente 15 dias para denunciar a presença de um corpo estranho em uma carne moída.

O supermercado foi autuado pela Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon-GO) e tem um prazo para regularizar a situação. A DECON chegou no local por volta das 9h30, mas somente às 14h, após fazer a contagem e ouvir todas as testemunhas, fez a prisão em flagrante do proprietário e o indiciou por venda de produto impróprio para consumo. A pena máxima é de cinco anos de detenção. Segundo o delegado, não cabe fiança.

Fonte: G1 Goiás