Por esbarrão: Polícia Civil apresenta suspeito de matar empresário em bar no Marista

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flavio fernandes
Flávio Fernandes nega crime

A Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) apresentou na manhã desta terça-feira (2) Flávio Fernandes da Silva, acusado de assassinar o empresário Anor Pereira da Silva Filho, de 28 anos. O crime aconteceu após uma briga em um bar no Setor Marista, no domingo (23).

De acordo com a polícia, vítima foi morta com dois tiros ao ter o carro fechado por uma BMW branca no semáforo. O crime teria sido motivado por uma briga entre um dos outros dois casais que acompanhavam o suspeito e a irmã de Anor que estava com ele. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Thiago Torres, todos os envolvidos estavam sob o efeito de álcool. “A soma de bebida alcoólica, discussão e a presença da arma levou a este fato trágico”, avalia.

A vítima, conforme o delegado, deixou o local antes do suspeito que, juntamente com os demais envolvidos, o seguiu até o local dos disparos – um quarteirão de distância do bar em que estavam.

“O suspeito teria fugido do local, junto com o outro casal, que dirigia um carro Hyundai Sonata preto”, relatou o delegado Thiago. Após trocar de veículo em sua residência, Flávio Fernandes teria ido para Caldas Novas, onde se escondeu em um hotel e, posteriormente, na casa dos avós. O carro ainda não foi localizado.

O suspeito já tem passagens pela polícia por furto e receptação. Ele nega as acusações e a possível briga anterior. Todos os envolvidos já foram ouvidos, a participação dos demais casais ainda é investigada.

Segundo o delegado , a falta de imagens por parte do bar em que a briga teria iniciado prejudicou a investigação. “Mas a identificação do autor e das imagens de câmeras de seguranças próximas possibilitou reconhecer veículos e pessoas envolvidas”, completou.

Comoção
A apresentação de Flávio foi marcada pela comoção de familiares e amigos do empresário Anor que acompanhavam na delegacia. Mesmo instantes após a retirada do suspeito do local gritos de “assassino” ainda eram ouvidos.

Texto: Jornal O Hoje
Foto: Fábio Lima / Jornal O Hoje