Polícia Civil apura se suspeito de abuso sexual contra criança pode ter abusado outro bebê

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A delegada de polícia Renata Vieira Freitas, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), disse ontem(21.08) ao POPULAR que vai seguir a investigação do abuso sexual contra a menina de 1 ano e 6 meses, juntamente com a de outro caso praticado, no mês passado, contra uma criança de 6 anos. Informações preliminares, colhidas pela Polícia Civil, indicam que um mesmo homem pode ter feito as duas vítimas. Elas moram em casas separadas por apenas 1 quilômetro de distância, no Jardim Atlântico, na Região Sudoeste de Goiânia. “A gente vai apurar os dois casos para ver se têm ligação”, adiantou a titular.

A vítima mais nova sofreu abuso sexual e foi encontrada, nua, por volta das 7 horas do último domingo, no Parque Cascavel. Ela estava deitada no chão, quando foi avistada por um homem que fazia caminhada no local e chamou os guardas municipais. Pouco depois, os bombeiros também foram acionados e a levaram ao Hospital Materno Infantil (HMI).

A menina recebeu ontem(21.08) alta médica, mas, de acordo com o diretor-geral da unidade de saúde, Francisco Azeredo Passos, deve deixar o hospital somente na manhã de hoje. Ela será encaminhada para o Centro de Valorização da Mulher (Cevam), juntamente com a mãe, uma adolescente de 16 anos, e a avó materna, de 42.

“O estado geral da criança é bom. Não há nenhuma lesão que implique em risco de morte”, disse o médico. “Mesmo com a alta hospitalar, as lesões físicas e psicológicas serão acompanhadas, no ambulatório”, acrescentou Francisco. “Uma criança que passa por uma situação de horror como ela passou fica mais sensível, chora mais”, explicou o especialista.

                                                                                                                            Descrição

Apesar das lesões, as duas crianças conseguiram sobreviver. A menina mais velha já havia recebido alta. A delegada teve de ir ontem à noite ao HMI, para autorizar a liberação da vítima de 1 ano e meio, conversou com médicos e buscou avaliação psicológica para que a vítima mais nova consiga descrever a quantidade de pessoas que viu dentro da sua casa.

Delegada Renata Vieira: investigação

Essa informação representa um passo importante para que os trabalhos de investigação obtenham a maior precisão possível, na avaliação da delegada de polícia. “O tio da criança disse que viu duas pegadas diferentes no quintal de casa. Já a avó contou que viu um vulto, na residência, sem a criança no colo”, afirmou Renata.

De acordo com a titular da DPCA, o tio da vítima de 1 ano e meio será levado para fazer exame no Instituto Médico Legal (IML), ainda nesta semana. Ele seria o único homem que estava na casa, no dia do crime. “Não trabalhamos com a suspeita de envolvimento dele.”

Com base nas informações colhidas pela Polícia Civil até ontem, Renata disse que, nos dois casos, o suspeito é descrito com características semelhantes: homem alto e magro. Além disso, Renata garantiu que vai considerar a proximidade entre as casas das vítimas.

Problemas na infraestrutura das residências também serão consideradas pela investigação. “As duas casas têm janelas quebradas e as crianças foram convidadas a sair”, disse a delegada, com base nos levantamento preliminar.

Fonte: O Popular
Texto: Cleomar Almeida
Fotos: Google