Polícia Civil de Caldas Novas conclui inquérito sobre falso sequestro de redatora

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falso sequestro
Imagens de câmeras foram analisadas

A equipe da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente de Caldas Novas, sob o comando da delegada Sabrina Leles de Lima Miranda, concluiu, no dia 25 de setembro, as investigações acerca do suposto sequestro da jovem Naftali Gomes Damasceno, redatora do portal “Plantão Policial”, crime à Polícia Civil e à Polícia Militar, no dia 27 de agosto de 2015.

De acordo com as investigações, no dia 27 de agosto, um mototaxista da cidade de Caldas Novas telefonou ao Copom (190) e comunicou que havia deixado uma jovem na ponte de entrada do Parque Estadual Serra de Caldas, e que estava preocupado pois a jovem teria afirmado que estava sendo vítima de ameaças praticadas por homens armados, e que caso ela não seguisse as ordens deles, ou seja, se dirigir com à Serra de Caldas, eles fariam mal aos pais dela.

Equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, bem como familiares da jovem, se deslocaram para a Serra de Caldas e realizaram buscas, encontrando-a após alguns minutos de caminhada mata a dentro. A jovem Naftali, que na data dos fatos contava com 17 anos de idade, não possuía lesões, mas aparentava estar abalada emocionalmente. Ela recebeu atendimento médico-hospitalar e, posteriormente, foi ouvida na Delegacia de Polícia.

No entanto, durante a oitiva, foram verificadas várias contradições entre as declarações dela e o depoimento do mototaxista. Foram realizadas, então, diversas diligências, dentre elas visualização e análise de imagens de câmeras de segurança de residências e comércios, por onde a jovem caminhou, e também avaliação psicológica forense da mesma.

A conclusão foi de que não houve sequestro, e que os fatos foram inventados pela jovem. Ficou constado ainda, após exames periciais, que a mesma não possui distúrbios de neuropsicologia, ou seja, que ela comunicou falsamente o crime de sequestro, de forma consciente e voluntária. Ademais, foi verificado ainda que não houve a participação dolosa de terceiros, isto é, a jovem organizou toda a trama sozinha.

Texto: Polícia Civil