Policiais civis de Goianira prendem investigado por homicídio qualificado

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Tulio Martins de Oliveira

Policiais civis de Goianira, a 20 quilômetros de Goiânia, prenderam, no dia 22 de agosto, Tulio Martins de Oliveira, de 23 anos, no setor Sobradinho. Tulio é investigado pela morte de Frank Fernandes da Costa, ocorrida no dia 27 de julho, no Bar Fim de Tarde, setor Jardim Dom Assis, em Goianira.

De acordo com as investigações, Tulio ceifou a vida da vítima, um usuário de drogas, por conta de uma dívida não paga. Segundo o delegado Vinícius Teles, a polícia conseguiu angariar provas de que Tulio, dias antes do homicídio, havia ameaçado a vítima diversas vezes.

No momento do crime, Tulio, do interior de um veículo, efetuou dois disparos de arma de fogo contra a vítima, que estava em uma das mesas do bar. Em seguida, no intuito de garantir a execução, desceu do automóvel e realizou um disparo de encosto, fugindo em seguida.

Testemunhas afirmaram que o ofensor estava acompanhado de uma “mulher loira”, que permaneceu todo o tempo no carro. Quando da prisão, em busca e apreensão determinada pela justiça, foram encontradas 22 munições de calibre .40, de uso restrito das forças policiais, na residência do investigado.

Assim, além da prisão temporária por trinta dias, Tulio foi preso em flagrante por posse ilegal de munições de calibre restrito. Sua companheira, Roxanny Ohanny da Silva Dias, também foi presa pela posse da munição. Agora, a polícia civil intensificará as investigações, principalmente, no intuito de elucidar se Roxanny trata-se da “loira” que acompanhava Tulio no momento do crime.

Vinícius Teles explica que o lapso entre o fato e a prisão decorre da alta complexidade que envolve a investigação de crimes de homicídio, principalmente quando se trata de delitos cuja motivação provém do tráfico de drogas, já que as testemunhas, por medo, relutam em falar.

“Por isso, o desvendamento do crime é lento, e obriga a polícia a proceder um trabalho meticuloso”, diz Teles. De qualquer sorte, para o delegado, o que realmente importa é a conclusão de um inquérito bem instruído, que permita a manutenção da prisão do indiciado a confira ao Ministério Público elementos robustos à propositura da denúncia.

Texto: Assessoria de Imprensa da Polícia Civil
Foto: Polícia Civil / Goianira