Polícia Civil de Goiás segue tendência nacional e coloca mulheres em cargos de comando

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A Polícia Civil de Goiás tem presenciado mudanças significativas, uma delas é a presença de mulheres não só nas funções operacionais, como Delegadas, Agentes e Escrivães de polícia, mas também nos cargos de comando. A instituição é a única entre as Polícias Militar e Civil e Corpo de Bombeiros que não tem restrição quanto ao números de policiais femininas em seu efetivo.

Mesmo estando à  frente das co-irmãs, quando o assunto são políticas de igualdade de gênero, as mulheres ainda são minoria na Instituição, realidade que vem mudando  a passos largos nesta última gestão. A Delegada Geral da Polícia Civil, Adriana Accorsi, primeira mulher a ocupar o cargo, tem contribuído significamente para esta mudança. Além de articular junto ao governo do Estado para a efetivação de um novo concurso, o que certamente aumentará o efetivo de mulheres na Polícia Civil, Adriana tem observado com afinco o perfil de suas pares para ocuparem os cargos de comando, aliando a questão de gênero, às qualificações profissionais para o cargo

Hoje, dentre os titulares dos 26 Distritos Policiais, cinco são mulheres; das 16 Delegacias Especializadas, cinco são mulheres que estão à frente e na estrutura administrativa dos 17 cargos de chefia seis são ocupados por mulheres, totalizando 30% de mulheres em cargo de chefia entre as Especializadas Estaduais, os Distritos Policiais de Goiânia e  a estrutura administrativa. Já nas 14 Delegacias Regionais em todo o Estado de Goiás, 27 mulheres estão na titulância de Delegacias Distritais e das Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs), o que até a bem pouco tempo era impensável.

Na verdade, Adriana Accorsi segue a tendência nacional, depois que a presidenta Dilma Roussef assumiu

Mulheres conquistam cargos de comando na Polícia Civil goiana

o maior posto do Executivo brasileiro. Também no governo Dilma existe uma preocupação e o cuidado de valorizar as profissionais do sexo feminino, que durante muito tempo foram preteridas  pelo simples fato de serem mulheres e viam naturalizados o preconceito contra as profissionais do sexo feminino.

Dados do IBGE e da Fundação Getúlio Vargas revelam a desigualdade entre mulheres e homens no mercado de trabalho

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),  referentes a pesquisa “Mulher no Mercado de Trabalho”, de 2009, enquanto 61,2% das trabalhadoras têm 11 anos ou mais de estudo, ou seja, pelo menos o ensino médio completo, para os homens este percentual é de 53,2%. Mesmo ganhando no quesito escolaridade, para que o salário das mulheres se iguale ao dos homens, o rendimento das trabalhadoras precisa subir 38,3%, apesar da pesquisa mostrar que essa diferença vem diminuindo.

Em outro estudo, da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas – FGV,   confirma a baixíssima participação de muheres em cargos de poder em empresas e conselhos superiores. As informações divulgadas ainda são preliminares e serão concluídas em 2013, mas demonstram claramente que a ascensão feminina aos cargos de comando é impedida por barreiras que ultrapassam qualquer consideração de cunho apenas profissional.  Hoje a participação feminina nos conselhos de administração das empresas não ultrapassa os 7%.  Especialmente em setores predominantemente masculinos e importantes no comando geral do mercado.

Igualdade salarial – Em Goiás, assim como nos órgãos federais existe a isonomia salarial entre mulheres e homens.

Ilustração: Google

Texto: Geralda Ferraz – Escrivã de Polícia