Tolerância Zero: Polícia Civil de Piracanjuba prende cinco acusados de pedofilia

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Cinco presos na Operação Pedofilia Tolerância Zero

Depois de um ano de investigações, a Polícia Civil de Piracanjuba, a 87 quilômetros de Goiânia, prendeu cinco pessoas acusadas de pedofilia. A Operação Pedofilia Tolerância Zero foi desencadeada no dia 19 de novembro e cumpriu os mandados de prisão preventiva expedidos pela juíza Fabiana Frederico Soares.

Apesar de não se configurar uma rede de pedofilia, os suspeitos citaram nomes dos demais em depoimentos durante as investigações. Foi preso pela segunda vez pelo mesmo crime o professor de Química da rede estadual de ensino Bruno Rafael dos Santos Mota, suspeito de abusar sexualmente de pelo menos 20 alunos com idades entre 13 anos e 17 anos na cidade. Ele foi preso ontem dentro da Subsecretaria de Ensino da cidade.

O chefe de um assentamento que fica no município, Dionísio Alves Moreira Neto, de 29 anos, foi preso porque foi acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos, a quem prometeu, em troco de favores sexuais, torná-la primeira-dama do assentamento.

Os outros três presos são o gerente de uma fazenda da região Celso Antônio Filho, de 43 anos, suspeito de abusar sexualmente da neta de 3 anos e de comprar a virgindade de uma menina de 12 anos, por R$ 3 mil há 3 meses, e os pais da menina, que teriam efetuado a venda. Os pais são peões na fazenda gerenciada pelo suspeito. (leia na matéria abaixo)

“Não há, até agora, como provar que existe uma estrutura que configure rede de pedofilia ”, concluiu o delegado Vicente de Paulo, titular da Delegacia de Piracanjuba, responsável pelas investigações.

Casal é preso suspeito de vender a virgindade da filha por R$ 3 mil

Um casal foi preso no dia 19 de novembro suspeito de vender, por R$ 3 mil, a virgindade da própria filha, de 12 anos, em Piracanjuba, no sul de Goiás. Os pais negam a acusação. Apontado como o homem que abusou da menina, o gerente de uma fazenda, de 43 anos, também foi detido. Ele ainda é suspeito de estuprar, há cerca de um mês, a neta de 3 anos.

A mãe da garota de 12 anos negou as acusações da Polícia Civil. “Ele [gerente da fazenda] é meu compadre. Jamais ele vai vou comprar as minhas filhas. Eu não vou vender minha filha, ela não é de venda”, se defendeu.

Texto: Jornal O Popular e G1
Foto: Reprodução TV Anhanguera