DECAR descobre carga de óleo diesel roubada em postos de combustíveis de Goiânia

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Um dos postos que vendiam óleo diesel roubado
Um dos postos que vendiam óleo diesel roubado

A Polícia Civil cumpriu mandatos de busca e apreensão nesta quinta-feira (6) em dois postos de combustíveis de um mesmo dono que, segundo as investigações, vendiam diesel roubado, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana. O produto era repassado ao consumidor por um preço abaixo do vendido em outros estabelecimentos da cidade.

Segundo a Polícia Civil, o caminhoneiro que transportava o combustível foi abordado pelos criminosos no último dia 4 e ficou mais de 10 horas refém, em uma mata às margens da BR-153, próximo a Terezópolis de Goiás, também na Região Metropolitana, enquanto a carga era deixada no posto. O condutor era vigiado pelos ladrões para evitar que ele prestasse queixa na delegacia ou acionasse a polícia antes que o diesel fosse entregue nos estabelecimentos que cometiam o crime.

O crime só foi descoberto pela Polícia Civil na tarde de quarta-feira (5), quando o motorista foi libertado pelos criminosos e conseguiu ir à delegacia fazer a denúncia. Um motorista de outro caminhão de combustível que descarregava combustível no posto investigado reconheceu o veículo roubado e relatou o fato aos policiais.

Durante o cumprimento do mandado, os policiais da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (DECAR) encontraram lacres jogados no chão com a numeração e origem do combustível e que estavam no caminhão roubado. Ao checar os dados do lacre, a polícia também descobriu que o combustível só é distribuído em postos conveniados com a distribuidora, reforçando os indícios do crime.

Os policiais da DECAR recolheram computadores e documentos nos dois postos para descobrir há quanto tempo os roubos vinham acontecendo. O dono dos postos não foi encontrado. Ele pode responder por recepção qualificada. Se condenado, o receptador pode ficar preso por até oito anos. Por vender produto de origem ilegal, o empresário também pode perder o seu registro comercial.

Fonte: G1