Decon prende estelionatários. Quadrilha é especializada na falsificação de documentos

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Delegado Waldemir Pereira e os veículos apreendidos com a dupla de estelionatários

Foram presos na manhã de ontem, por policiais civis da Delegacia do Consumidor (Decon), em Goiânia, dois homens acusados pelo crime de estelionato. Antonio Moura Batista, 61, e Marcio Batista Andrade, 34, agiam no município de Paraúna, a 160 quilômetros da capital. Antônio (pai) e Márcio (filho) faziam parte de uma quadrilha formada por cinco pessoas que forjavam documentação para praticar os crimes.

“Eles falsificavam cheques e clonavam os cheques para comprar objetos. Abriram uma conta bancária com a documentação falsa, deram um prejuízo à agência de R$ 20 mil, logo depois compraram um carro com a documentação forjada e financiaram outro carro com a documentação falsa”, destaca o Delegado Valdemir Pereira da Silva.

As investigações por parte da Polícia Civil já se arrastavam por mais de três meses e com eles foram apreendidos uma caminhoneta e um Volkswagen Gol que eram usados para a prática do crime. A quadrilha era basicamente formada por uma família. “Nós temos o pai e um dos filhos, o outro está foragido. Uma nora que deverá ser presa nas próximas horas e uma outra pessoa que fugiu para o Mato Grosso. Esse grupo mandou mais de 30 carros clonados para fora do Estado de Goiás. O prejuízo foi de quase R$ 80 mil”, ressalta.

No momento em que foram presos, os estelionatários destruíram todos os cartões de crédito da quadrilha. Ainda segundo o Delegado Valdemir, o grupo usava uma identidade falsa no nome de José Pereira da Silva para conseguir créditos bancários e aprovações em financiamentos. “A única coisa que não era falsa na carteira de identidade dos presos eram as fotos. Eles agiam há muito tempo estavam também sendo investigados pela Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos”, diz o Delegado. Antônio e Márcio já tinham passagens pela polícia por estelionato e receptação. Eles foram interrogados e confessaram os crimes. Ambos responderão pelo crime de formação de quadrilha, falsidade ideológica, receptação e estelionato. As penas somam mais de dez anos de reclusão.

Fonte: Diário da Manhã
Texto: Patrick Cândido
Foto: Patrícia Neves