Delegacia de Homicídios prende dois suspeitos de assassinato de jovem na porta de boate

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Suspeitos presos pela Polícia Civil
Suspeitos presos pela Polícia Civil são apresentados à imprensa

Dois homens foram apresentados na Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) na manhã de ontem (dia 16). Ézer Melo de Júnior, de 20 anos, e Francisco Welligton, de 19 anos, são suspeitos de assassinar Pablo Henrique Cunha, 22 anos, vulgo Papagaio, na madrugada do dia 5 de abril em uma boate na Avenida Perimetral, em Goiânia. Um menor ainda está foragido.

A vítima teria sido abordada pelos suspeitos quando passou mal e saiu da boate para vomitar. Pablo foi alvejado por três tiros no pescoço e no tórax. Segundo o delegado responsável pelo caso, Adriano Costa, o crime teria sido motivado por vingança. Os suspeitos e a vítima faziam parte de grupos rivais, que já haviam entrado em conflito na madrugada de 19 de janeiro, também em uma boate, no Setor Perim, em Goiânia. Na ocasião, três pessoas morreram, entre elas o líder do grupo de Ézer e Francisco.

À época, Ézer e Francisco chegaram a ser presos por tripla tentativa de homicídio. Mas, menos de três meses depois eles já estavam soltos. “Temos a impressão de que estamos enxugando gelo. A Polícia Civil trabalha, coloca a cara a tapa, pula muro e prende as pessoas, mas infelizmente elas não estão ficando presas o tempo adequado. Isso é ruim para a sociedade, porque essas pessoas na rua voltam a cometer crimes, mas vamos prender esses indivíduos quantas vezes for necessário”, destaca o delegado.

Em depoimento, Francisco confessou ter atirado em Pablo, mas alegou que os disparos foram em legítima defesa. De acordo com o suspeito, a vítima o teria agredido e sacado uma arma. No entanto, o delegado não acredita nessa hipótese. “Não há elementos nos autos que indiquem a legítima defesa, trata-se de uma execução. Eles aproveitaram um momento de fragilidade da vítima”, destaca o delegado. Segundo Adriano Costa, logo após a morte de Pablo, Francisco teria postado em uma rede social que “os papagaios estão entrando em extinção”.

Ézer foi preso em flagrante no dia 7 de abril, junto a um grupo que planejava a explosão de um caixa eletrônico. Já a prisão de Francisco necessitou da colaboração do Serviço de Inteligência da Polícia Civil. Ele estava escondido na casa de familiares, em um local de difícil acesso. “O Francisco é um indivíduo muito frio. Ele tem capacidade de matar muita gente. Até o presente momento há indicativos de que ele está envolvido em mais três ou quatro homicídios”, informa Adriano Costa.

Fonte: O Hoje
Teto: Myla Alves
Foto: Diário da Manhã