DECON encontra depósito irregular em Ceres e apreende caminhão de medicamentos

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Medicamentos de origem ilícita apreendidos pela Polícia Civil

Um caminhão de medicamentos de origem ilícita foi apreendido na noite desta terça-feira (11) no município de Ceres, a 183 Km de Goiânia. A ação é resultado de uma investigação que começou em janeiro deste ano e a Polícia Civil não descarta a possibilidade de que a carga seja proveniente de roubo. “Não sabemos exatamente a quantidade de caixas, mas é muita coisa”, informou a delegada adjunta da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) e responsável pelo caso, Ana Cláudia Rodrigues.

Segundo a delegada, ao contrário de muitos casos que são investigados pela Decon, a existência dos medicamentos foi descoberta no meio das investigações de um outro caso e o trabalho dos policiais civis resultou na identificação de uma farmácia desativada na cidade de Ceres. Os medicamentos, de funções diversificadas, ficavam armazenados no local e Ana Cláudia explica que tudo era muito precário. “Os remédios estavam mal armazenados, o local não tinha refrigeração necessária e os medicamentos de tarja preta estavam misturados aos outros”.

A carga é considerada clandestina, já que a farmárcia, de nome Vila Nova, não tem alvará de funcionamento, além da autorização da Vigilância Sanitária estadual e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O fato da polícia não conhecer a procedência dos medicamentos já configura crime contra  a saúde pública. Além disso, a Decon trabalha com a hipótese da carga ter sido roubada. Para Ana Cláudia, o forte do grupo que responde pela farmácia é a distribuição dos remédios. A delegada não acredita que o grupo era responsável pela fabricação dos medicamentos.

Prisões

No momento da apreensão da carga, Jalisson Aparecido Fugêncio Oliveira, 29 anos, foi preso em flagrante e um outro sócio, Jean Carlos Ramos Marques, deve se apresentar na Decon às 15 horas desta quarta-feira (12). Os dois irão responder em um primeiro momento por crime contra a saúde pública, com pena de 10 a 15 anos, mas a delegada afirma que pode ser que eles sejam indiciados por tráfico de drogas, já que alguns medicamentos são considerados drogas lícitas e pelo crime de receptação.

Orientações

Ana Cláudia orienta a população a comprar produtos, sejam comidas, bebidas ou mesmo medicamentos, somente mediante apresentação de alvará de funcionamento por parte do estabelecimento em questão. Ela explica que tão importante quanto a procedência da farmárcia é a consciência do consumidor de que a auto medicação é extremamente prejudicial à saúde.

Fonte: Site A Redação
Texto: Michelle Rabelo
Foto: Edilson Pelikano