Polícia Civil: Denarc incinera 7,3 toneladas de drogas, a maior queima do Porto Seco anapolino

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Drogas sendo incineradas nos fornos do Porto Seco

A Polícia Civil fez hoje pela manhã(18.12) a maior queima de drogas já feita no Porto Seco de Anápolis, desde 93. A afirmação é do próprio Superintendente do Porto Seco, Edson Tavares, logo após a incineração de 7,3 toneladas de drogas, entre maconha, cocaína e ecstasy. Tavares lembrou que em toda a historia do Porto Seco, nunca uma instituição de segurança fez uma queima tão grande de droga. Inicialmente, a Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) faria a incineração de 6,3 toneladas de drogas, mas ontem à tarde(17.12) o judiciário de Aparecida de Goiânia deferiu a queima de mais 1 tonelada, atendendo representação da Denarc.

Maconha, cocaina e ecstasy prontas para incineração

A incineração da droga teve início às 9 horas da manhã e se arrastou durante todo o dia, em razão da grande quantidade. A droga foi transportada de Goiânia até o Porto Seco sob um forte esquema de segurança que envolveu os policiais da Denarc e do Grupo de Elite da Polícia Civil, o GT3. Edson Tavares elogiou o trabalho da Polícia Civil, instituição que, segundo ele, teve um crescimento muito grande em termos de investigação, priorizando a inteligência policial para chegar aos grandes traficantes de drogas.

Odair Soares e Adriana Accorsi mostran cocaína de qualidade internacional apreendida pela Polícia Civil

A Delegada Geral da Polícia Civil, Adriana Accorsi, fez um rápido discurso, dizendo que a droga que seria naquele momento incinerada era resultado do esforço e da dedicação de policiais abnegados, prontos para ajudar a sociedade a se ver livre das drogas. O Delegado Odair Soares, titular da Denarc, afirmou que a Especializada que comanda assumiu uma nova postura no seu trabalho para poder chegar aos grandes traficantes. “Estamos alcançando os peixes graúdos e o resultado está aí à nossa frente”, assinalou.

Odair Soares disse ainda que, além das drogas, a Polícia Civil tem se utilizado da legislação pertinente para seqüestrar os bens dos traficantes, dando-lhes mais um duro golpe. Observou que só neste ano foram tomados dos traficantes três fazendas, sendo uma em Goiás, 50 veículos e um apartamento, bens que foram colocados à disposição do judiciário para serem revertidos em benefícios para a sociedade. As 7,3 toneladas de  drogas incinerada hoje são frutos de apreensões realizadas, segundo Odair Soares, pela Denarc, pelos Grupos Especiais de Repressão a Narcóticos (Genarcs) e também pela PM. Outras seis toneladas de drogas aguardam, no cofre da Denarc, autorização judicial para serem incineradas.

Texto: Delegado de Polícia Norton Luiz Ferreira – Assessor de Comunicação da Polícia Civil
Fotos: Wesley Daniel ( Assessoria do Porto Seco)