Polícia Civil desarticula quadrilha que explodiu oito bancos na capital e em Aparecida

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(Crédito: André Saddi)

A Polícia Civil, por meio do Grupo Antirroubo a Bancos (GAB), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), apresentou nessa quinta-feira (16/06) dois suspeitos de participar de organização criminosa responsável por explosões a agências bancárias em Goiânia e região Metropolitana.

O delegado responsável pelo caso e titular do GAB, Alex Vasconcellos, explicou que o grupo, composto por quatro homens, é o responsável pelas oito explosões a bancos que ocorreram este ano em Goiânia e Aparecida de Goiânia. Apesar de todas as tentativas, os criminosos só conseguiram êxito em uma ação, quando levaram cerca de R$ 1.200.

Alexandre de Sá Queiroz, de 22 anos, e Paulo André Marques dos Santos, de 20 anos, foram presos em cumprimento de mandado de prisão preventiva, no setor Cidade Jardim, em Goiânia. As investigações foram concluídas depois de cinco meses. Na última semana, outros dois acabaram detidos em ação integrada do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e Grupo de Radiopatrulha Aérea (GRAer), ambos da Polícia Militar, e o GAB (Presos dois suspeitos de participação em oito roubos a bancos).

Para o delegado Alex Vasconcellos, fica claro nas investigações que Alexandre de Sá é um dos líderes dessa organização criminosa. “Era ele, segundo os outros integrantes, quem fabricava os artefatos explosivos a serem utilizados”, explicou. O investigador também destaca uma curiosidade do grupo. “Uma característica que nos chama atenção é que eles mantinham uma certa persistência, se dirigiam a mesma agência por mais de uma vez”, diz.

Em um desses bancos, que fica no Setor Garavelo, em Aparecida de Goiânia, o grupo agiu quatro vezes, a primeira em 2 de janeiro e a última em 2 de junho. As outras tentativas foram no setor Morada do Sol, nos dias 6 de abril e 5 de maio, na Avenida Castelo Branco, no dia 11 de maio,  e na Avenida Perimetral Norte no dia 28 de abril. Todas agências são do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

“Essa é a única quadrilha que atuava na região de Goiânia”, disse o delegado ao acrescentar que todos possuem uma vasta ficha criminal com diversas passagens pela polícia, como por exemplo, tráfico de drogas, porte ilegal de arma e associação criminosa.