Anápolis: DPCA apura suspeita de estupro praticado por vereador de Gameleira de Goiás

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Suspeito de cometer estupro, vereador de Gameleira é agredido na Câmara Municipal

Suspeito de ter cometido estupro e engravidado uma adolescente de 16 anos em Gameleira de Goiás (GO), a 101 km de Goiânia, o vereador Márcio Eduardo da Cunha (PP) foi agredido por cinco pessoas na sessão de segunda-feira (8/2) da Câmara Municipal da cidade. Confira o vídeo da agressão ao vereador, filmado durante sessão na Câmara:

A suposta relação entre o vereador e a adolescente foi levada à tona depois de a mãe da menina procurar a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA) de Anápolis (GO) na sexta-feira (3/2) e registrar Boletim de Ocorrência sobre aborto praticado pela adolescente.

Titular da DPCA, a delegada de polícia Ana Maria afirma que, segundo depoimento da mãe da adolescente, a gravidez foi alertada pela diretora da escola em que a menina estuda, que passou mal na sexta-feira. Ela solicitou o pronturário do hospital em que a garota ficou internada até esta quarta-feira (8/2) para dar continuidade ao inquérito.

Segundo Ana Maria, a investigação da Polícia Civil vai girar em torno do suposto aborto praticado pela adolescente. Outro objetivo é saber se a garota obteve ajuda de outra pessoa para abortar. “De acordo com o depoimento da mãe, a menina fez um teste gravidez de farmácia na sexta-feira, que deu positivo. Aí no outro dia tomou duas pílulas do dia seguinte para abortar,” detalha Ana Maria.

Segundo o depoimento da mãe à delegada, a filha manteria relacionamento com o vereador poucos meses depois de ter completado 15 anos. Ana Maria afirma que não vai investigar a denúncia de estupro pelo fato de adolescente ter completado 16 anos.

“A questão não se refere a estupro, pois não houve grau de ameaça e a menina não era menor de 14 anos, quando é considerado estupro vulnerável. Pelo relato da mãe, ela só começou a ter relação depois dos 15 anos”, explica a delegada. Segundo a lei, estupro em maiores de 14 anos é considerado estupro qualificado.

Defesa

Por telefone, Márcio afirmou ao A Redação que “nunca” teve qualquer envolvimento com a menina. “Conheço a pessoa e a família, mas não tenho nada a ver com isso. Não fiz nada,” frisou. Para o vereador, a denúncia faz parte do “jogo político” do município, já que estamos em ano eleitoral. “Nunca vai ninguém na sessão da Câmara e, na segunda-feira, tinha cerca de cinquenta pessoas lá. Mas a Justiça vai ser feita.”

Márcio afirma ainda que está com medo de voltar ao município, pois foi agredido por cinco pessoas na segunda-feira e ameaçado de morte. “Vou tomar medidas contra quem me agrediu”, completou, sem responder se pensa em se mudar do município por conta das ameaças.

Texto: José Cácio Júnior
Fonte: Site A Redação
Foto: Google (Ilustração)