Polícia Civil e Agrodefesa interditam fábrica clandestina de doces. Proprietário é preso

320

Doces produzidos na fábrica clandestina interditada

Em ação conjunta com a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agreodefesa), a Polícia Civil interditou nesta quinta-feira (23) uma fábrica clandestina de doces que funcinava no Setor Jardim Curitiba III, região noroeste de Goiânia. O dono do estabelecimento, um homem de 49 anos, foi preso em flagrante.

Adjunto da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), o delegado Itamar Lourenço foi quem coordenou a operação. Ele afirma que o local não oferecia as míninas condições higiênicas.

“A fábrica funcionava em uma casa e ele [o dono] morava nos fundos. A situação era tão crítica que os policiais encontraram até fezes de ratos junto com os alimentos. Além disso, ele reutilizava embalagens de marcas reconhecidas nacionalmente para embalar os seus produtos”, explica o delegado ao G1.

Segundo Lourenço, a fábrica tinha um alvará da prefeitura vencido desde 2008. Cerca de 200 kg de material, entre matéria-prima e produtos prontos para consumo, foram apreendidos pela Polícia Civil e levados para o aterro sanitário de Goiânia, onde foram incinerados.

O proprietário da fábrica foi autuado em flagrante por comercializar produtos considerados impróprios para consumo. Se condenado, ele pode pegar de dois a cinco anos de prisão. A Decon ainda irá investigar os estabelecimentos que compravam os produtos. Se ficar comprovado que eles sabiam de sua origem, poderão responder criminalmente.

Fonte: G1/GO
Texto: Sílvio Túlio