Polícia Civil elucida morte de fazendeiro em Lagoa Santa

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Reginaldo de Ramos Figueiredo

Policiais civis de Jataí prenderam, no dia 6 de fevereiro, Reginaldo de Ramos Figueiredo, suspeito de ter matado, em 26 de janeiro, no município de Lagoa Santa, o produtor rural José Eduardo Padovani. O corpo da vítima foi encontrado no dia 7 de fevereiro, na mesma região do crime, dentro de um poço seco, encoberto com areia, cimento e sal.

De acordo com as investigações, a denúncia do desaparecimento foi feita em 1º de fevereiro. O sumiço do fazendeiro causou estranheza em moradores da região, já que ele não possuía inimizades e gozava de boa saúde, o que diminuía a chances de uma ocorrência de mal súbito ou uma fuga motivada por surto psicológico.

As diligências tiveram início no dia seguinte ao registro da ocorrência, com foco em oitivas informais de vizinhos da vítima, que pudessem apontar seu paradeiro. Um dos vizinhos do desaparecido, Reginaldo teria apresentado versões contraditórias e certo nervosismo diante das indagações dos policiais, que passaram a dispensar especial atenção ao seu comportamento.

Diante da suspeita, a equipe apreendeu peças de roupa de Reginaldo, que pudessem apontar vestígios de sangue e o informou de que seria chamado à delegacia para prestar depoimento. O suspeito, no entanto, não compareceu para prestar depoimento, o que reforçou a hipótese de que ele pudesse ter relação com o desaparecimento do fazendeiro. Ao procurar Reginaldo, a equipe foi informada pelo patrão do mesmo que ele havia fugido, com medo de ser preso.

Em continuação às diligências, a equipe foi atrás de Reginaldo na casa dos pais dele. Lá, os policiais foram recebidos pelo pai que, aos prantos, confirmou a confissão do filho sobre o homicídio. Ao genitor, Reginaldo ainda teria contado sobre a ocultação do cadáver, embora sem apontar o local exato. Segundo o pai, Reginaldo teria matado o produtor rural porque este queria manter relações sexuais com ele.

Com o esclarecimento sobre a autoria do crime, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva de Reginaldo, acolhida no mesmo dia. A procura pelo suspeito começou por Paranaíba/MS e São Sebastião do Pontal/MG, por onde Reginaldo havia passado antes de seguir para Barra do Garças/MT, mediante auxílio financeiro e o empréstimo de um automóvel de seu cunhado, preso em flagrante por favorecimento pessoal.

Numa propriedade rural de São Sebastião do Pontal/MG, os policiais encontraram a esposa de Reginaldo, que informou que ele, após admitir a ela a autoria do crime, também informou o local da ocultação do cadáver. A polícia, então, repassou a informação ao Corpo de Bombeiros, para que realizassem buscas imediatas no local apontado.

No dia 6 de fevereiro, Reginaldo se entregou à polícia em Aragarças/GO, após ter abrigo negado por parentes em Barra do Garças. Ao se entregar, Reginaldo confirmou a informação que sua esposa havia passado à Polícia Civil, quanto ao local da ocultação do cadáver. Segundo sua própria versão, após matar a vítima, ele jogou o corpo dentro de um poço seco, situado no fundo de uma fazenda, e, em seguida, inseriu aproximadamente 20 sacos de areia no local, bem como cinco sacos de cimento.

O corpo de José Eduardo Padovani foi encontrado no dia 7 de fevereiro, pelo Corpo de Bombeiros. Ao ser interrogado formalmente, Reginaldo relatou que havia matado a vítima com golpes de ferro na cabeça, depois que o produtor rural desmaiou ao receber um murro. Antes de golpear a vítima, Reginaldo teria enrolado sua cabeça num forro de mesa.