Empresário mandou matar pastor em Rio Verde. Executores e intermediador foram presos

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Da esquerda para a direita: Jair Antônio, Willian Rezende, Marcos Henrique Rodrigues e Otávio  Alves Martins

Policiais Civis do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), da 8ª Delegacia Regional de Polícia, de Rio Verde, prenderam Marcos Henrique Rodrigues da Silva, de 18 anos, Otávio Alves Martins, de 20 anos, Willian Rezende da Silva, de 24 anos e Jair Antônio da Costa, de 52 anos. Eles são acusados da assassinato de  Haroldo da Silva Carvalho, Pastor da Igreja Evangélica Luz Para os Povos. A vítima foi morta a tiros na noite do dia 15 de março do corrente ano, na cidade de Rio Verde.

Instantes após o crime, os policiais do Grupo de Investigação de Homicídios, coordenados pelo Delegado Francisco Lipari Filho, iniciaram as investigações que culminaram, primeiramente, nas prisões de Otávio Alves Martins e Marcos Henrique Rodrigues da Silva, executores materiais do crime. Os dois, conforme depoimentos de testemunhas e filmagens de câmeras de segurança, circularam durante todo o dia, na data do crime, pelas imediações da casa da vítima.

Otávio Martins, que possui passagem por tráfico ilícito de drogas, e Marcos Henrique foram presos em uma casa na Rua Teófilo de Melo Cabral, no Centro da cidade. No local, para surpresa da Polícia Civil foram encontrados três artefatos explosivos de fabricação artesanal, de alta potência, usualmente utilizados na explosão de caixas eletrônicos.

Interrogado, Otávio disse ter sido o autor dos disparos que mataram ao Pastor e que, na ocasião, Marcos Henrique conduziu a motocicleta utilizada no crime. Primeiramente, disseram que mataram a vítima com a justificativa de que o mesmo vinha denunciando o tráfico de drogas praticado pelos dois, Otávio e Marcos,  nas imediações de sua igreja. A história contada não convenceu os policiais, que intensificaram as investigações e descobriram a verdadeira  motivação.

Pastor Haroldo da Silva Carvalho

A morte de Haroldo da Silva Carvalho fora, na verdade, encomendada pelo empresário de nome Jair, ao preço de  R$ 4 mil, valor pago dois dias depois do crime os autores.  Willian Rezende intermediou o a morte, contratando Marcos Henrique e Otávio Alves para realizar o serviço. Conforme o Delegado Francisco Lipari, Coordenador do GIH e responsável pelas investigações, a motivação para o crime foi uma discussão por causa da venda de um imóvel. Disse o Delegado que o mandante do crime tinha alguns imóveis à venda e o pastor realizou a comercialização dos mesmos.

Há informações que os valores foram abaixo do que o empresário queria receber, o que gerou o descontentamento que levou ao desentendimento entre as partes.  O mandante do crime mantinha relacionamentos com a família da vítima Todos estão presos preventivamente e indiciados pela prática do delito de homicídio qualificado pela execução mediante paga recompensa e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

 

Texto: Delegado de Polícia Norton Luiz Ferreira – Assessor de Comunicação da Polícia Civil
Foto principal: G1/GO