Polícia Civil faz nova operação nos ferros-velhos e fecha 33 estabelecimentos irregulares

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As sucessivas operações de fiscalização a autopeças na região conhecida popularmente como Robauto, a exemplo da realizada ontem, têm gerado poucas apreensões e muitas interdições de loja. O problema, no entanto, não cessa porque não faltam subterfúgios aos criminosos instalados nas Vilas Canaã, Amélia e Mauá (Região Sudoeste de Goiânia). Desde uso de laranjas até brechas na falta de rigor na comercialização em leilões e sucatas.

Policiais Civis checam chassis de motocicletas durante a operação

Somente o comerciante Antoneli Castilho Lima foi preso em flagrante. No estabelecimento dele, a Direção Auto Peças, a Polícia Civil encontrou o câmbio – ainda com numeração de chassi – de uma S-10 roubada. Outras 12 peças semelhantes foram apreendidas para periciamento por estarem com números de identificação raspados ou sem notas fiscais. A falta de documentação foi a causa do fechamento de 33 lojas. Isso não significa, necessariamente, que sejam receptoras de peças roubadas. O delegado-adjunto da Delegacia Estadual de Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DEFRVA) Edvaldo Félix afirma que cerca de 500 estabelecimentos estão instalados da região.

A operação começou às 8 horas e seguiu até as 16 horas. Edvaldo Félix afirma que 15 equipes, cada uma com 3 agentes, fiscalizaram as lojas. Ele diz acreditar que todas tenham sido vistoriadas. Além dos 12 câmbios, 5 motores com chassi raspado e cerca de 50 peças de lataria (portas, capôs, etc.) foram apreendidos. A operação anterior é de 12 de maio. Foi feita em conjunto com Polícia Militar, Ministério do Trabalho, Fisco Estadual, Agência Municipal de Trânsito (AMT). Resultou na notificação de 113 estabelecimentos e interdição de outros 35.

Texto: Pedro Palazzo (O Popular)   –   Foto: Mantovani Fernandes