Genarc de Rio Verde desarticula organização criminosa que controlava o tráfico de drogas

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Sete pessoas presas, 29 veículos apreendidos e oito imóveis sequestrados judicialmente. Este foi o saldo da “Operação Corleone”, desencadeada em Rio Verde pela Polícia Civil, através do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos– Genarc, da 8º  Delegacia Regional de Polícia daquele município. A operação, cujo foco foi o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro, contou com o apoio da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) e do Ministério Público local.

As investigações começaram há cerca de um ano. Nesse período, os Policiais Civis do Genarc perceberam a extensão da quadrilha que estavam investigando pela quantidade de pasta base de cocaína apreendida em dois momentos das investigações. Primeiro, foram 42 kg e depois mais 14 kg. A droga apreendida chegaria às mãos da quadrilha, que era responsável por 90% do crack comercializado em Rio Verde. A “Operação Corleone” recebeu este nome devido a seu modus operandi ser semelhante ao da família italiana que agia nos Estados Unidos, em meados do século XX.

Veículos apreendidos com os traficantes na "Operação Corleone"

Foram presos Paulo Roberto de Sousa, de 28 anos; Valter Júnior de Sousa, de 31 anos; Karine Cardoso Guimarães, de 25 anos; André Luís Prado Leão, vulgo “Mobil” de 30 anos; Thiago Messias Lima, vulgo “Tanaka”, de 32 anos; Diego Campos Anjos, vulgo “Bocão” de 28 anos; Marcos Antônio de Sousa, vulgo “Tony” de 40 anos. Um membro da quadrilha encontra-se foragido.

A organização criminosa era responsável pela distribuição de drogas a outros traficantes da cidade. As investigaram apontaram ainda que a quadrilha presa recebia grandes quantidades de pasta base de cocaína de traficantes da cidade de Ponta Porá, no Mato Grosso do Sul. Segundo os Delegados Francisco Lipari Filho e Adelson Candeo Júnior, responsáveis pelas investigações, a organização criminosa lucrava cerca de R$ 200 mil mensais.

Além dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, Paulo Roberto de Sousa, Valter Júnior de Sousa, Karine Cardoso Guimarães e André Luís Prado Leão também responderão pelo crime de lavagem de dinheiro. Eles utilizavam uma garagem de vendas de veículos como fachada para a lavagem de dinheiro. Na quebra dos sigilos bancários e fiscais dos acusados, a Polícia Civil apurou que os valores auferidos com tráfico eram utilizados na compra de carros seminovos, os quais eram revendidos em  garagem de propriedade dos mesmos. O negócio tinha como finalidade camuflar a origem do dinheiro oriundo do tráfico

A operação desencadeada contou com a participação de 36 Policiais Civis, entre Delegados, Agentes e Escrivães de Polícia do Genarc, de Rio Verde, e da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc).

Texto: Delegado de Polícia Norton Luiz Ferreira – Assessor de Comunicação da Polícia Civil