Polícia Civil: Pai acusado de violentar a filha de 12 anos é preso por policiais da DPCA

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Um homem de 40 anos foi preso acusado de violentar a filha de 12 anos. A investigação surgiu de uma denúncia anônima de um dos vizinhos da família. Segundo apurou a delegada Renata Vieira, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), o pai teria iniciado as relações sexuais com a menina em dezembro do ano passado. “Ele era casado, foi abandonado pela esposa e a ‘substituiu’ pela filha”, explicou a delegada.

A mulher teria deixado o marido após descobrir que era soropositiva. Por ter mantido relação com a esposa e com a filha, o pai foi submetido a exames médicos para saber se também possui o vírus HIV. A menina também passou pelos mesmos testes. A Polícia Civil ainda aguarda o resultado. Após receber a denúncia, a polícia compareceu à casa da família e prendeu o pai em flagrante por injúria e agressão de menor. “Eles estavam de mudança e o pai começou a brigar com a filha por ter embalado uma jarra errada, chegando a bater nela”, disse a delegada.

Na delegacia, ele confessou que mantinha relações sexuais com a menina, mas afirmou que, para preservar a virgindade dela, só praticou sexo anal. Ele se disse arrependido do que fez, mas afirmou que “não conseguia parar”. Segundo Renata, o pai declarou que, após ser abandonado pela esposa, a filha agiu com carinho em relação a ele, o que o confundiu e o fez iniciar o comportamento abusivo.

A polícia não pode prendê-lo por abuso de menor porque a última relação que manteve com a garota ocorreu no fim de semana anterior, e, pelo tipo de violência, os sinais do abuso já não podiam mais ser detectados em um exame médico. A menina também foi ouvida pela delegada, confirmou a versão do pai e afirmou que sentia muita vergonha do que acontecia, mas que sempre teve medo de denunciar o abuso.

CRIAÇÃO

Renata Vieira contou que a criança, abandonada pela mãe biológica ainda recém-nascida, sempre manteve contato com o pai, mas só passou a ser criada por ele a partir dos 7 anos. “Aos quatro meses, uma antiga namorada do pai levou a menina para a casa de duas tias, que se encantaram com ela e começaram a criá-la”, relatou. A garota ficou sob os cuidados destas duas senhoras – a quem ela chama de “mãe adotiva” e “avó” – até os 5 anos de idade, quando o pai a levou de Goiás para o Rio Grande do Sul. Lá, ela ficou sob os cuidados da avó paterna até os 7 anos, quando o pai a trouxe de volta para morar com ele.

Após a denúncia, ela foi colocada sob a custódia da avó e mãe adotivas, que confirmara para a delegada o desejo de brigar na Justiça pela guarda da menina. O pai será indiciado por estupro de vulnerável, injúria e enquadrado na Lei Maria da Penha.

Fonte: O Popular
Texto: Bárbara Daher
Foto: Google (Ilustração)