Polícia Civil prende 12 suspeitos de integrar quadrilha de roubos de veículos e também de cargas

438
Integrantes da quadrilha presos pela Polícia Civil
Integrantes da quadrilha presos pela Polícia Civil

Segundo delegado, outros
 três já estavam presos e
um está foragido. Grupo
 roubava residências,
veículos e cargas de
 caminhões

Em uma ação na manhã desta quarta-feira (2), a Polícia Civil prendeu 12 suspeitos de participar de uma quadrilha de roubo de casas, veículos e mercadorias. Outros três membros do grupo já estavam presos e um suspeito está foragido. O delegado responsável pela Operação Consanguíneos, José Antonio de Podestá Neto, da Delegacia Estadual de repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), informou que os suspeitos realizaram dois roubos de mercadorias no valor de R$ 47 mil e R$ 54 mil. Um desses assaltos foi registrado por uma câmera de segurança (veja vídeo).

O delegado informou que o grupo era liderado por um homem de 48 anos, que tem seis processos por crimes de roubo a mão armada e quatro mandados de prisão em aberto, também por roubo. O suspeito, sua esposa e sua filha, que também fariam parte da organização, foram detidos no Setor Morada do Sol, em Goiânia.

“Ele determinava quem deveria realizar os crimes. O suspeito agia com a irmã, a esposa, a filha e a sobrinha. Por isso, o nome da operação. A sobrinha ajudou a realizar um roubo a residência, atraindo a vítima. As demais ajudavam escondendo armas, bloqueadores de veículos, e dificultando a prisão dele”, explicou Podestá

Ainda conforme Podestá, a polícia civil conseguiu confirmar que o grupo realizou dois assaltos de mercadorias no Setor Campinas. “Uma das ações foi feita em junho deste ano, e a mercadoria roubada valia R$ 47 mil. Na semana passada foi feito outro roubo e a mercadoria levada custava R$ 54 mil. Eles rendiam o condutor e mantinham ele refém enquanto descarregavam a mercadoria”, disse.

Os suspeitos de realizar os roubos eram homens que tinham entre 25 e 29 anos. A esposa de um deles também foi detida por ajudar o marido a praticar os assaltos. Dois dos presos eram donos de mercados pequenos na capital e eram responsáveis por receber e revender os produtos roubados.

Segundo o delegado, entre os presos, estavam três detentos que, de dentro da unidade prisional, indicavam pessoas que poderiam participar dos crimes e conseguiam armas e bloqueadores de rastreadores de veículo para os grupos.

Na mesma operação foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão. Na casa da irmã do suposto líder do grupo foram encontrados um simulacro de pistola, um bloqueador de sinal de rastreador de veículos, mais conhecido como capetinha, e materiais que seriam usados em rituais de magia negra. “Ela acreditava que, fazendo as rezas com as velas, o grupo não seria preso”, disse o delegado.

Com um dos suspeitos de vender a mercadoria roubada foi encontrada uma pistola de calibre 38 e munições, além de cheques e placas de um veículo roubado. Com o grupo foram encontrados três veículos, que ainda serão periciados, e uma máscara que era usada nos roubos. Os suspeitos vão responder pelos crimes de roubo a mão armada e organização criminosa. Se condenados, os presos podem ficar detidos por até 30 anos.

Fonte: GI / GO
Texto: Vanessa Martins