Polícia Civil: DEIC prende 20 suspeitos de clonar cartões e realizar fraudes em bancárias

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O líder da quadrilha é João Pereira Nunes Junior (ao centro, de camiseta branca)

O Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (Grec) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) apresentou na manhã desta quinta-feira (27), em Goiânia, 20 pessoas, pertencente a duas quadrilhas, detidas durante Operação Cyber. Um grupo é suspeito de clonar cartões de crédito e o outro de realizar fraudes bancárias.

Foram realizadas 12 prisões em Goiânia, duas em Sanclerlândia, no noroeste de Goiás,  duas em Senador Canedo, duas em Aparecida de Goiânia e uma em Guapó, todas na Região Metropolitana da capital. O suspeito de liderar um dos grupos foi detido em São Félix do Xingú (PA). Todos foram presos na madrugada de terça-feira (25) em suas residências.

Os 20 mandados cumpridos são de prisão preventiva. Outros seis suspeitos ainda estão foragidos. Com os presos foram apreendidos computadores, laptops, máquinas de cartões de crédito, tablets e celulares.

A delegada titular do Grec, Mayana Rezende, informou que os grupos foram identificados por meio de denúncias de vítimas. A associação que realizava transferências bancárias fraudulentas foi a primeira a ser investigada. O suposto líder do grupo, João Pereira Nunes Junior, conseguia informações pessoais de pessoas físicas e jurídicas por meio de links maliciosos na internet.

“O líder da quadrilha tinha a base de dados bancários de terceiros. Ele passava esses dados para os operadores que invadiam as contas de pessoas físicas e jurídicas para fazer as transferências. Para isso precisavam das contas de pessoas para que pudessem fazer esses saques. Aí entra a figura dos agenciadores, que encontravam esses laranjas”, explicou.

O advogado de João, Thiago Huáscar, informou que o seu cliente não admite nenhum dos crimes e que o mesmo trabalha há dois anos como gerente de um frigorífico no Pará. A Polícia Civil, no entanto, apurou que João teria se mudado para São Félix do Xingú para tentar uma vida nova como dono de um frigorífico.

Durante as investigações, os policiais civis  identificaram a presença de um segundo grupo, que não realizava as fraudes, mas usava os dados para clonar cartões de crédito.

“Outro líder informava os dados para clonar os cartões, com os quais eles faziam compras e buscavam comerciantes que pudessem participar do esquema. Esses comerciantes permitiam que os criminosos passassem o cartão clonado e retiravam o dinheiro. Do valor, 40% ficava com o comerciante e o restante para o responsável pelo cartão”, esclareceu Rezende.

As investigações apuraram que as vitimas são de outros estados. Já foi confirmado um total de 14 vítimas de São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Bahia e há indícios de que existam vítimas no exterior. O valor arrecadado destas vítimas soma cerca de R$ 200 mil.

“Um dos agenciadores informou que conseguia cerca de R$ 30 mil por mês. Estimamos que os operadores ganhassem pelo menos o dobro e o líder ainda mais”, afirmou a delegada. Segundo Rezende, ainda não é possível determinar qual o prejuízo total que os grupos causaram.

Segundo a delegada, todos serão indiciados por furto qualificado e associação criminosa. Se condenados, cada um pode ficar preso por mais de dez anos.

Fonte: G1 Goiás
Foto: Polícia Civil