Falsos dentistas presos em Anápolis. Em Rio Verde, um verdadeiro vendia atestados

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Prótese apreendida com falso dentista pela Polícia Civil

Polícia Civil prende quatro dentistas falsos que atuavam em Anápolis

Um deles usava o registro profissional de um dentista morto há dez anos.
Segundo a Polícia Civil, eles faziam até cirurgias, colocando os pacientes em risco

A Polícia Civil prendeu quatro falsos dentistas que atuavam em Anápolis, a55 kmde Goiânia. Segundo a polícia, eles faziam até cirurgia sem nunca ter estudado odontologia. A polícia encontrou os infratores depois de denúncias feitas pelo Conselho Regional de Odontologia (CRO).

Com eles, a polícia apreendeu certificados falsos, instrumentos odontológicos, próteses e até anestesias. A Polícia Civil informou também que um deles usava o registro de outro dentista, que faleceu há dez anos e tinha o mesmo nome e sobrenome do infrator.

O consultório dele fica na região Sul de Anápolis e foi fechado pela polícia. Outro consultório funcionava na região central da cidade, de maneira improvisada, em uma casa. De acordo com o Conselho Regional de Odontologia, os falsos profissionais colocavam os pacientes em risco.

“Eles ficavam expostos à contaminação, a doenças, principalmente porque estes locais costumam ser insalubres. Esses falsos profissionais não têm o conhecimento adequado para a esterilização de materiais”, explica a coordenadora de fiscalização do CRO Fabiane Gioia.

Apesar dos riscos oferecidos pelos infratores, nenhum deles ficou preso. “Foi lavrado contra eles um Termo Circunstanciado de Ocorrência e eles prestaram o compromisso de comparecer ao Poder Judiciário, onde provavelmente serão estipuladas uma multa e uma pena pecuniária, que é uma prestação de serviços à comunidade”, afirma o delegado Manoel Vanderic.

Dentista de Rio Verde filmado vendendo atestado falso

Dentista que vendia atestados falsos poderá perder o registro profissional

Além disso, a Polícia Civil deverá indiciá-lo por falsidade ideológica.
Profissional vendeu cerca de mil atestados por R$ 10 e negou as acusações

A Polícia Civil pediu ao Conselho Regional de Odontologia (CRO) para abrir um processo administrativo contra um dentista que vendia atestados falsosem Rio Verde, no sudoeste de Goiás. Se for comprovado que o profissional não agiu de forma ética, ele poderá perder o seu registro profissional. A polícia deverá indiciá-lo por falsidade ideológica, já que os trabalhadores não precisavam se ausentar do trabalho por motivos de saúde. A pena para este tipo de crime é de1 a 3 anos de prisão.

A polícia também irá investigar os trabalhadores que compraram os atestados: “Todos eles terão uma pena correspondente à falsificação e serão responsabilizados criminalmente”, explica o delegado Danilo Fabiano. Segundo ele, os trabalhadores irão passar por uma perícia para comprovar se eles estavam passando por algum tratamento odontológico.

O dentista foi preso no final da tarde de segunda-feira (9). Antes de prendê-lo, a polícia filmou sua ação. Só para trabalhadores de uma única empresa ele teria vendido mil atestados falsos. Para não levantar suspeitas, o dentista atendia os falsos clientes em bares e lanchonetes localizados na região de seu consultório.

De acordo com a Polícia Civil, o profissional cobrava R$ 10 por cada dia que o funcionário era liberado do trabalho. O delegado Danilo Fabiano acredita que o número de atestados falsos repassados tenha sido bem maior, visto que outras duas empresas da cidade procuraram a polícia com a informação de que também teriam recebido atestados assinados pelo dentista. O dentista está preso na Casa de Prisão Provisória e pode ser liberado se pagar uma fiança no valor de cerca de R$ 10 mil.

Fonte: Texto e fotos G1/GO