Venda ilegal de imóveis: DEIC prende estelionatário e evita golpe de R$ 2 milhões

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Delegada de Polícia Mayana Rezende

Policiais Civis do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes da Delegacia de Investigações Criminais (DEIC) conseguiram identificar e desarticular um esquema de comercialização ilegal de imóveis. Os bandidos escolhiam casas ou apartamentos desocupados ou lotes, identificavam o proprietário em um cartório, persuadia uma pessoa para se passar pelo verdadeiro dono, falsificava documentos, conseguia no cartório uma procuração e certidão para vender os imóveis. A Polícia Civil conseguiu evitar a venda de cinco apartamentos em Caldas Novas e um lote em Goiânia, o prejuízo poderia chegar a R$ 2 milhões.

Carlos Roberto Pereira da Silva foi preso por ajudar Vanderlei Guedes da Silva de 31 anos, ainda foragido. De acordo com a responsável pelas investigações, Mayana Rezende, ao tentar aplicar um golpe, funcionários do cartório suspeitaram da idade do suposto proprietário com a aparência física. A partir daí conseguiu-se a chegar a um dos autores.

“Quando ele (Vanderlei) percebeu que o cartório demorou para emitir a procuração, ele resolveu abandonar a emissão daquela procuração, mas ele não desistiu de recuperar o RG falso que ele havia deixado no cartório, aí ele mandou que o motoboy fosse até o local. Nossa equipe acompanhou até o lugar em que o documento seria entregue e efetuamos a prisão do Carlos”, explica a delegada. Segundo Mayana Rezende, o foragido Vanderlei Guedes da Silva tem várias passagens pela polícia e pode ser considerado um estelionatário profissional.

“O Vanderlei inclusive já praticou aquele golpe do baú, dizendo que a pessoa foi contemplada, mas depois que deposita o dinheiro, percebe que não foi premiada. Já praticou golpes em idosos, oferecendo ajuda para sacar o benefício previdenciário, aí ele sacava e ficava com o benefício”, destaca. Na casa onde Carlos foi preso, a polícia conseguiu efetuar a apreensão de 16 CPFs falsificados. A delegada avalia que nestes casos é difícil que a vítima identifique que se trata de uma fraude. Para isto a recomendação de alguns cuidados.

“Não é fácil, porque que as pessoas confiam na conversa, o golpista que se passa por corretor põe você para conversar com proprietário suposto, sempre antes de comprar qualquer imóvel você precisa entrar em contato com o cartório da circunscrição daquele imóvel, você ter conhecimento de quem é aquele proprietário e você tentar contato com aquele proprietário, de forma desassociada do corretor que te procurou para vender aquele imóvel.”, afirma.

Texto e foto: Diário de Goiás