Polícia Civil realiza operação de combate a exploração sexual no município de Caldas Novas

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Arma, dinheiro e outros objetos apreendidos pela Polícia Civil

“Operação Corinto” foi
realizada pela DEAM,

de Caldas Novas, e
contou com o apoio de
Policiais Civis de
outras
cidades. A Polícia
Civil passou por
vários
estabelecimentos

A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), da cidade de Caldas Novas, município a 152 quilômetros de Goiânia, realizou na última quarta-feira (7) a “Operação Corinto”. Segundo a Polícia Civil (PC), o objetivo é combater a exploração sexual por meio de investigação em casas noturnas do bairro Jardim Serrano.

A operação da PC de Caldas Novas contou com o apoio de policiais dos municípios de Corumbaíba e Morrinhos. Segundo a Polícia Civil, a operação passou por pelo menos quatro estabelecimentos.

“Na Kelly Empreendimentos foi presa em flagrante, pelo crime de manter estabelecimento que ocorra exploração sexual, a gerente do local, Cleonir Alves de Oliveira. A proprietária do estabelecimento não foi encontrada no momento da operação”, informou a DEAM.

Conforme informações da PC, durante a investigação no estabelecimento a equipe policial apreendeu uma arma de fogo, aproximadamente mil reais e documentos de movimentação de caixa que, segundo a polícia, evidenciam a exploração sexual.

Droga

Em outro local investigado, denominado de “Fram Show”, a PC deteve em fragrante a proprietária da casa Francisca Lima de Almeida Barros, além da gerente Leidiane Mourato dos Santos. Ainda de acordo com a polícia, duas garotas, da Fram Show, foram encontradas com porções de maconha, e tiveram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) lavrado.

A delegada Tereza Daniela Nunes Ferreira Magri, informou que as responsáveis pelos estabelecimentos “Boate Sedução” e “Mama & Cia” não foram encontradas. Mas algumas garotas foram ouvidas e confirmaram a exploração sexual. Segundo a delegada, os responsáveis pelo local serão identificados e indiciados pelo crime de manter estabelecimento que ocorra exploração sexual.

“Várias garotas de programa, que estavam nos estabelecimentos citados, afirmaram, de forma detalhada, como aconteciam os acordos com as proprietárias ou gerentes dos estabelecimentos. Por exemplo, como era a porcentagem recebida por meio das bebidas alcoólicas consumidas pelos clientes, e quanto era o aluguel dos quartos utilizados para a realização dos programas sexuais”, destaca a delegacia do município.

Fonte: O Hoje
Texto: Elvis Marques
Foto: Polícia Civil