Polícia Civil representa pela Prisão Preventiva dos suspeitos da Chacina de Anápolis

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Residência onde ocorreu a morte de cinco pessoas em Anápolis

A Polícia Civil de Anápolis pediu a prisão preventiva dos suspeitos de executar a dona de casa Joscelina Sérgio da Cunha Feitoza, o companheiro dela, Osvaldo Ribeiro, os filhos dela, Cacildo Sérgio Feitoza e Sonildo Sérgio Feitosa, e o amigo deles, Nivaldo Cavalcante Souza, no início da madrugada de sexta-feira, no Bairro Granville, Região Leste de Anápolis.

Foram pedidas as preventivas de João Batista da Silva, o Joãozinho do Porco, de Zilon Pereira da Silva e de um homem identificado como Lion. Eles teriam chegado à casa de Josilene Queiroz, usuária de drogas, vizinha da família, e perguntado por Cacildo.

Como ele não estava, dois deles buscaram Cacildo e a família em casa, a cem metros dali, e retornaram com as vítimas para a casa de Josilene. Lá, todos foram torturados, sofrendo golpes múltiplos de facas pelo corpo e depois executados com tiros na cabeça.

Na casa estavam quatro pessoas, entre elas, Josilene, que foram poupadas pelos assassinos. Josilene está presa por força de mandado de prisão por furto. Até o início da noite de ontem a polícia não tinha efetuado a prisão dos suspeitos do crime. A Justiça deve analisar o pedido de prisão hoje.

                                                                                                  Motivos

De acordo com o que foi apurado até agora pela Polícia Civil, Cacildo teria uma dívida de drogas com João Batista da Silva e também seria testemunha de um assassinato ocorrido na mesma região em agosto.

Ele estaria contando que Joãozinho do Porco era o autor do homicídio. Segundo a Polícia Civil, a dívida de droga e a vingança por ter sido delatado seriam os motivos que levaram João Batista e os comparsas a matar Cacildo e a família.

Fonte: O Popular
Texto: Rosana Melo
Foto: Cristina Cabral