Polícia Civil suspeita que homem que jogou bomba em ônibus em Goiânia pode ter queimado casal

323
Imagem flagra o momento em que homem de bicicleta atira a bomba dentro do carro em Anápolis

A Polícia Civil investiga se o homem de 31 anos, suspeito de produzir e detornar três bombas caseiras dentro de um ônibus do transporte coletivo de Goiânia, na última segunda-feira (28), é a mesma pessoa que jogou um artefato explosivo em um casal de namorados, no dia 5 de janeiro, no Centro de Anápolis, a 55 km da capital.

O caso está sendo investigado por uma Delegacia de Anápolis, mas o suspeito será ouvido em Goiânia por meio de uma carta precatória. Preso no 7º Distrito Policial (DP) de Goiânia desde segunda, ele prestará depoimento ainda nesta quarta-feira (foi ouvido contem, dia 30). O delegado que irá interrogá-lo, Carlos Eduardo Gallieta, disse por telefone ao G1 que há “uma grande possibilidade dele ter cometido os dois crimes”.  Ele se baseia em uma série de semelhanças entre os dois casos.

“Em Anápolis, já está confirmado que quem jogou a bomba é uma pessoa do sexo masculino, que aparenta ter ente 25 e 30 anos, pele parda ou negra, vestindo um blusão com capuz e uma mochila nas costas. Praticamente todas as características batem com o caso ocorrido dentro do ônibus aqui em Goiânia”, detalha o delegado.

Gallieta também explicou que, investigando a vida pregressa do suspeito, descobriu o registro de uma ocorrência feita por ele no dia 19 de novembro do ano passado, por conta do roubo de seus documentos. No termo, o homem diz que morava em uma igreja inacabada, em Anápolis, guardava os documentos dentro de uma mochila, e possuía uma bicicleta, o que para o delegado são “elementos de intersecção” entre os dois crimes.

Bomba detonada dentro de um ônibus do transporte coletivo de  Goiânia, ferindo várias pessoas

No primeiro depoimento que o suspeito prestou, ainda para falar sobre as bombas detonadas no ônibus, o delegado disse que questionou se era ele quem havia jogado a bomba no casal em Anápolis. A resposta causou espanto: “Ele arregalou os olhos e disse: ‘Desse assunto eu não falo'”.

De acordo com a polícia, o homem teria distúrbios psiquiátricos, apresentando traços de esquizofrenia. Ele chegou a dizer que teria detonado os explosivos para “se defender” de uma pessoa que estava dentro do ônibus. Ele responde por causar explosão fora da regulamentação e já tem em sua ficha criminal um processo por tentativa de homicídio.

Investigação

O responsável pelo acidente de Anápolis, delegado Éder Martins, disse ao G1 que não descarta o envolvimento desse suspeito nos dois casos. Contudo, adverte que outras vertentes da investigação estão mais adiantadas. “Essa seria a quarta possibilidade. Temos outras três linhas de investigação bem avançadas, sendo que em uma delas, mandatos de prisão e de busca e apreensão já foram expedidos”, conta, sem informar mais detalhes da investigação.

Os crimes

No dia 5 de janeiro deste ano, em Anápolis, um homem de bicicleta jogou uma bomba caseira dentro do carro onde estavam Thays Mendes, de 19 anos, e Guilherme Almeida, de 20. Eles sofreram queimaduras por todo o corpo (veja vídeo ao lado) e estão internados desde o dia do acidente no Hospital de Queimaduras de Anápolis. Um ex-namorado de Thays foi apontado como suspeito, mas nenhuma evidência contra ele foi levantada.

Na última segunda-feira (28), três explosivos caseiros foram detonados dentro de um ônibus do transporte coletivo, em Goiânia, causando pavor e desespero nos passageiros. Um homem foi preso suspeito de ter cometido o crime.

Fonte: G1/GO
Texto: Silvio Túlio
Fotos: G1(Reprodução TV Anhanguera)