Presos em Jaraguá tio paterno e avó materna acusados pelo crime de estupro de vulnerável

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Maria Dalci Gontijo e João Batista de Oliveira

O casal Maria Dalci Gontijo e João Batista de Oliveira foi preso na tarde de ontem, 08/07, por Policiais Civis de Jaraguá. Suspeito de ter praticado crime de estupro de vulnerável de K.G.O, de 07 anos de idade, o casal tinha em seu desfavor um Mandado de prisão Temporária.

A Delegada Fabiane Drews Alvim, titular da Delegacia de Polícia de Jaraguá, disse que as investigações começaram em abril deste ano, quando a mãe da criança registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), de Anápolis, noticiando a suspeita do estupro.

Dos seis meses de idade aos seis anos, a vítima morou em São Francisco de Goiás com o tio João, que é irmão de seu pai, e com avó materna Maria, os quais convivem em união estável. Neste período, K.G.O  teria sido violentado sexualmente por João Batista.

A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Jaraguá, que atende à circunscrição do município de São Francisco de Goiás. A criança foi encaminhada para exame pericial e também foi solicitado acompanhamento psicológico por profissionais do Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS. Os exames comprovaram a penetração anal e os psicólogos confirmaram a coação psicológica sofrida pela criança para não revelar a identidade dos agressores.

A criança foi ouvida em duas oportunidades na Delegacia de Polícia e, após sentir-se segura e confortável com a equipe policial, contou, de forma infantil, que “o tio João tinha colocado o bilau no seu bumbum várias vezes”, ocasiões em que a avó Maria Dalci assistia ao ato e dizia “agora chega, João, pode parar”.

Em paralelo às investigações, tramita processo judicial em que se discute a guarda da criança, ação em que se digladiam a mãe e avó materna da vítima. No dia 04 último, por determinação judicial, a guarda provisória de K.G.O foi entregue a Maria Dalci e a João, dada a união estável mantida. Diante da gravidade do fato narrado pela criança e da alteração fática da guarda desta – circunstância que exporia K.G.O a novas violências sexuais e a mais incisivas coações físicas, emocionais e psicológicas e que poderia comprometer seriamente a conclusão das investigações –, Fabiane Drews representou pela prisão temporária dos investigados.

De acordo com Fabiane Drews, João Batista é investigado também pela a prática, em tese, de outro estupro de vulnerável supostamente cometido em desfavor do primo de K.G.O, de apenas 09 anos de idade. Pelos esforços despendidos com vistas à elucidação do caso e à prisão dos envolvidos, Fabiane Drews parabeniza toda a equipe, em especial às escrivãs Mônica Celestino dos Santos e Sônia Cardoso Paiva e aos Agentes de Polícia Adolfo Nunes de Souza, Rogério Dias de Camargo e Wilmar de Oliveira Cardoso.