Policiais da Deam de Trindade salvam mulher de ser assassinada

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Nilson Alves de Miranda

Policiais civis da Delegacia da Mulher (Deam) de Trindade, na Grande Goiânia, impediram o que podia resultar no homicídio de uma mulher pelo ex-companheiro. Nilson Alves de Miranda foi preso em flagrante ao montar uma emboscada para Maria Jucilene em uma região de matagal às margens da rodovia GO-070.

Tudo começou com uma discussão ocorrida a 16 de julho. Inconformado pelo fato de a ex-mulher estar decidida a deixá-lo, Nilson a arrastou para o mesmo matagal onde seria preso. Lá, ameaçou Maria Jucilene e a manteve em cativeiro por 10 horas. Apesar de ter decidido voltar para o cônjuge, a vítima voltou a optar por se separar e viver na casa do irmão.

De acordo com a delegada titular da Deam de Trindade, Renata Vieira da Silva Freitas, Maria Jucilene pedira para Nilson ficar com as filhas do casal por alguns dias e, na terça-feira, 9, pediu para Nilson levar as crianças até a residência de um primo onde iria passar a noite. “A partir daí, ela começou a receber mensagens do Nilson, dizendo que estava com as crianças, e que era para ela ir até o matagal sozinha. Ele frisou em várias ocasiões essa necessidade de ela ir sozinha”, afirma Renata.

Temendo pela vida das filhas e sua própria, Maria Jucilene se dirigiu à Deam, onde relatou o caso à Autoridade Policial. Uma equipe da Deam, com apoio de policiais militares do 22º Batalhão de Polícia Militar, dirigiram-se até o local e lá encontraram Nilson. “Ele estava munido de uma faca e trazia consigo dois cobertores, o que denota sua intenção de assassinar a ex-companheira”, destaca Renata. As crianças não estavam no local, como dissera o autor da ação delituosa nas mensagens. Posteriormente, os policiais apuraram ter Nilson ameaçado matar a filha mais velha do casal, de 12 anos, se esta apoiasse a mãe na intenção de não retornar para casa.

A delegada salienta o bom desempenho das agentes de polícia Beatriz de Queiroz e Ana Flávia Miranda, bem como do escrivão Rogério Siriano Pires, para uma o desfecho do caso. “Tudo indica que se a vítima não tivesse procurado a delegacia e se os policiais não promovessem as diligências em tempo hábil, ele a mataria no mesmo lugar onde havia lhe imposto cativeiro”, comenta Renata.