Presa suspeita de matar aluna na saída de colégio em Goiânia

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Natália Gonçalves de Sousa

A Polícia Civil e a Polícia Militar apresentaram, na manhã desta sexta-feira (26), a jovem suspeita de matar a estudante Nathália Araújo Zucatelli, de 18 anos, morta com um tiro após sair do cursinho pré-vestibular, no Setor Marista, em Goiânia. Natália Gonçalves de Sousa, de 19 anos, foi presa pela Polícia Militar na noite da última quinta-feira (25), na casa da mãe, no Setor Jardim América. Seus passos já eram monitorados pela Polícia Civil, por meio de Grupo de Repressão a Latrocínios, da Delegacia de Investigações Criminais.

De acordo com as investigações, antes de matar a estudante, a mulher detida e o comparsa, o motoboy Matheus Queiroz, cometeram pelo menos três assaltos. Uma das pessoas roubadas anotou a placa da motocicleta em que a dupla estava e passou a informação para a polícia, que a partir deste dado encontrou a suspeita. A arma para o crime teria sido fornecida por Fernando Rodrigues Júnior, de 27 anos, apresentado à imprensa na mesma oportunidade. Matheus, por sua vez, encontra-se foragido.

Em vídeo realizado pela PM, logo após a prisão, Natália confessa o crime e diz que a arma teria disparado acidentalmente. No entanto, em depoimento na delegacia, ao delegado Klayter Camilo, chefe do grupo especializado, a jovem contou que puxou o gatilho “porque quis”. Durante a coletiva, o titular da Deic, delegado Kleber Toledo, esclareceu que a suspeita andava com a arma engatilhada na cintura. Depois do crime, ela seguiu para Anápolis, onde se escondeu por três dias.

A morte
O crime aconteceu na noite de 22 de fevereiro e causou grande repercussão na cidade. Nathália morava em Ji-Paraná, mas havia se mudado para Goiânia há três semanas para estudar. Ela foi morta com um tiro, por volta das 21h30, a cerca de uma quadra de onde estudava, o Colégio Protágoras, no Setor Marista. Ela tinha saído do cursinho e seguia para a casa. A jovem foi sepultada dois dias depois, em Rondônia, seu estado natal.