Preso em Goiânia homem suspeito de matar jornalista no Tocantins

519

deic

A ação conjunta entre as polícias de Goiás e do Tocantins resultou na prisão de Ronie Von Pereira da Silva, 20 anos, último suspeito pelo latrocínio (roubo seguido de morte) do jornalista Francisco Mateus da Silva Júnior, de 47 anos, na cidade de Lajeado (TO), ocorrido no dia 3 de setembro. O acusado era procurado pela polícia goiana há cerca de um mês e, após diligências, foi encontrado em uma residência no setor Criméia Oeste, região Norte de Goiânia. Ao todo, cinco pessoas teriam participação direta no crime.

De acordo com as forças de segurança, além do crime cometido no estado vizinho, Ronie Von seguia praticando outros crimes na Capital, como roubos a transeuntes, veículos, roubo de cargas e, possivelmente, roubo a bancos. Segundo o titular do Grupo Antirroubo a Bancos (GAB/DEIC), delegado Alex Vasconcellos, na mesma residência foram presas mais quatro pessoas, entre elas um menor. Com o grupo foram encontradas ainda duas armas de fogo, um simulacro, algemas, bloqueador de celular e rastreador de veículos.

Além de Ronie Von, estão presos Pedro Henrique Martins Soares, de 21 anos, que já responde por oito homicídios e roubo. Também foi apreendido o menor JVMS, envolvido em outros crimes como homicídio, roubo, furto, receptação, porte ilegal de arma e associação criminosa. Adna Vanessa Garcia do Couto, de 18 anos, Álvaro Cássio Neves Vieira, 30, e Absahi Oliveira Madeira, 24, integram o rol de acusados do caso de latrocínio contra o jornalista.

O delegado Alex Vasconcelos informa, ainda, que, os suspeitos se encontraram com o jornalista em um bar e de lá seguiram para a casa dele. Em seguida, após decidirem cometer o roubo, a vítima foi amarrada e colocada dentro do porta-malas de um carro. Outras quatro pessoas já estão presas no Tocantins por terem participação no caso. O delegado afirmou, também, queRonie Von nega que tenha participação no assassinato, que segundo a perícia, teria ocorrido por estrangulamento.

Agentes daquele estado estão em Goiânia aguardando determinação da Justiça para encaminhar o acusado para Palmas, onde será julgado e cumprirá a pena.

Perícia contraria confissões

Em depoimento, os suspeitos afirmaram que, ao verem objetos de valor da vítima, resolveram realizar o roubo. A investigação aponta que o jornalista foi amarrado e aprisionado em um quarto. Um deles relatou que a vítima morreu após passar mal dentro do porta-malas porque tinha um problema respiratório.

Relatos dos presos apontam que, ao perceberem que ele havia morrido, deixaram o corpo em Lajeado. O corpo foi encontrado no dia 7 de setembro com as mãos e pés amarrados. Contrariando os depoimentos dos suspeitos, o laudo pericial indicou que a vítima foi morta por enforcamento.