Preso em Minas Gerais acusado de ter matado Policial Civil goiano

506

A Polícia Civil apresentou ontem o acusado de assassinar o policial civil Márcio Lucena de Freitas, 42, o “Marcinho”, no dia 10 de setembro deste ano. Márcio e o amigo Álcio Pereira Santos, 39, foram baleados por Thiago Augusto do Amaral, 26, depois de um acidente de trânsito. Márcio morreu na hora e Álcio foi conduzido com vida ao Hospital de Urgências de Goiânia, onde recebeu atendimento, mas não sobreviveu.

O delegado-geral da Polícia Civil, Edemundo Dias, informou que Thiago e a esposa, Livia Marra da Silva, 18, que também teria participação no crime, foram presos em Belo Horizonte. “Foi um trabalho exaustivo a investigação. Eles estavam em uma favela, em local de difícil acesso.

Contamos com a parceria da Polícia Civil de Minas.” Segundo o delegado, era questão de honra prender o homem que matou o policial: “A Polícia Civil está trabalhando muito para baixar os índices de homicídios, o crime de morte, contra qualquer pessoa, tem que ser evitado. O assassinato de um policial é uma ousadia contra o Estado democrático de direito”, declarou.

O crime ocorreu no Residencial Santa Santa Fé, em Aparecida de Goiânia. Livia se envolveu em um acidente de trânsito entre a moto que pilotava e uma bicicleta. Ela foi em casa e chamou o marido para resolver o problema. Segundo a Polícia Civil, quando chegou ao local do acidente, Thiago teria batido com o capacete na cabeça de uma pessoa, o que motivou a intervenção do policial civil. “Ele se identificou como policial e foi alvejado”, diz o delegado-geral.

Thiago não nega o crime e diz que não tinha intenção de matar quando foi discutir o acidente, mas não soube explicar porque foi armado. Ele também responde por outro crime de homicídio. Nesse caso, alega que se sentia ameaçado de morte pela vítima. “Ele não disse que era policial, me apontou a arma, aí aconteceu”, disse.