Preso grupo que usou nome do cantor Gusttavo Lima para aplica golpe de estelionato

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Quadrilha usou nome do cantor para subtrair carro

Policiais civis da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) desarticularam uma quadrilha suspeita de falsidade ideológica, estelionato e falsificação de documentos. Em um dos crimes, um dos componentes do grupo, o empresário Walmir Teixeira Cordeiro, de 50 anos, teria usado indevidamente o nome do cantor sertanejo Gusttavo Lima para pegar por comodato uma Mercedes-Benz CLS 500 em uma concessionária de São Paulo, no fim do ano passado. O carro, avaliado R$ 350 mil, não foi devolvido à empresa.

Até o dia 14 de agosto haviam sido presos temporariamente acusados de integrar o bando o também empresário Gustavo Luiz Bueno Veronez, dono de postos de combustíveis, e o despachante Wilds Charley, de 34 anos. O delegado Paulo Ribeiro da Silva, adjunto da DEIC, informou que Wilds Charley contribuiu com as investigações e, por isso, foi libertado. Walmir Cordeiro está foragido mas, conforme o policial, deve ser preso o mais breve possível.

A trama envolvendo o nome do cantor sertanejo foi descoberta a partir da constatação de outro crime também cometido por Walmir Cordeiro e Gustavo Veronez. De acordo com o delegado, em fevereiro o empresário de Gusttavo Lima, Paulo César Dias Gonçalves, vendeu um Kia Sorento a Walmir Cordeiro. O empresário comprometeu-se a pagar R$ 100 mil pelo veículo por meio do repasse de energéticos, tendo em vista que ele é representante de uma marca deste tipo de bebida.

Walmir Cordeiro não cumpriu com o compromisso de repassar a quantidade da bebida acordada com o empresário. Paulo César tentou reaver o Kia Sorento e descobriu que o veículo havia sido vendido a Gustavo Veronez. Em 14 de julho, ele procurou a Deic e registrou a ocorrência.

Ao investigar o crime relacionado ao Kia Sorento, a equipe de policiais da DEIC constatou que Walmir Cordeiro também havia se apoderado da Mercedes-Benz. O empresário, conforme apurou os policiais, usou o nome do músico para realizar a transação junto à concessionária de São Paulo. “Ele usou fotos e o nome do Gusttavo Lima para ludibriar a empresa de que eles haviam feito uma parceria e pegar o carro, mas esse acordo não foi efetivado”, explicou.

Fonte: O Popular
Foto: Diomício Gomes