Polícia Civil: Preso homem suspeito de matar e queimar corpo de colega, em Goiânia

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Murilo da Silva Oliveira

Um homem de 29 anos foi preso suspeito de matar um colega de trabalho, de 21 anos, no Setor Norte Ferroviário, em Goiânia. De acordo com a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), Murilo da Silva Oliveira vivia na mesma casa em que a vítima e, após estrangulá-la, ele ateou fogo ao corpo enquanto o jovem ainda agonizava. O crime aconteceu no dia 12 de junho de 2013 e, desde então, o homem estava foragido.

Segundo a investigação, a dupla trabalhava para a mesma pessoa e morava no imóvel, que servia de alojamento. No dia do crime, testemunhas relataram que ouviram uma discussão e que, em seguida, sentiram cheiro de fumaça. Nesse meio tempo, ouviram gemidos e encontraram a vítima em chamas. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas os socorristas já encontraram o jovem sem vida.

O delegado Valdemir Pereira da Silva afirma que um laudo pericial comprovou que o óbito foi causado por estrangulamento. “No entanto, pelos relatos que obtivemos, Murilo ateou fogo à vítima enquanto ela ainda agonizava. Foi uma crueldade muito grande”, disse.

Após o homicídio, o suspeito fugiu e era procurado pela polícia. O homem foi preso no último dia 30, em Brasília, ao buscar atendimento médico em um hospital. “Ele sofreu um acidente de trânsito e, ao cruzar informações, soubemos da localização dele. Aí, fomos até o local e ele acabou capturado”, relatou o delegado.

Ao ser questionado sobre o crime, Murilo confessou, mas disse que a vítima havia roubado um notebook dele e que isso motivou uma discussão. “Porém, na verdade, foi ele quem pegou o equipamento de uma pessoa e a vítima estava o reprendendo desta ação. Pediu para que ele devolvesse, mas o suspeito se negou. Sabemos, inclusive, que ele usou esse notebook para quitar uma dívida de drogas”.

O suspeito, que já tinha passagens pela polícia por roubo, foi indiciado por homicídio qualificado. Se condenado, pode pegar de 12 a 30 anos de prisão. Ele permanece preso em uma cela da DIH.

Texto e foto: G1 Goiás