Preso pela Polícia Civil, fraudador de banco gerou prejuízo de R$1 milhão

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Máquinas e cartões encontrados com o suspeito

A Polícia Civil apresentou, no dia 15 de janeiro, um homem que é acusado em aplicar fraudes em instituições bancárias. Ataídes Florêncio de Almeida Júnior, de 27 anos, integrava uma quadrilha especializada em dar golpes em bancos. Durante 11 meses, período em que foi monitorado, ele conseguiu gerar um prejuízo estimado em R$ 1 milhão.

O suspeito foi preso na última quarta-feira (14), em casa, onde morava com os pais, no Jardim Califórnia, na região Leste da capital. Com Ataídes foram encontrados 22 cartões de crédito ou débito, máquinas de passar cartões, celulares, bobinas de papel utilizadas nas máquinas de cartão, token ou cartão chave de segurança (encaminhados pelos bancos para realização de operações em caixas eletrônicos ou pela internet), um computador com programa de clonar cartões, além de R$3 mil em dinheiro.

No momento em que foi detido, o rapaz tinha acabado de efetuar duas operações, uma com valor aproximado de R$1,5 mil e outra de quase R$3 mil. Segundo o delegado responsável pelo Grupo Antirroubo a Banco (GAB), da Delegacia Estadual de Investigação Criminal (DIC), Alex Nicolau Vasconcelos, o suspeito não fazia operações com grandes valores justamente para não chamar a atenção e não estourar os limites do cartões de crédito ou débito que solicitava.

Empresas fantasmas
Para realizar as fraudes, Ataides conseguia acessar bancos de dados de empresas e roubar informações de correntistas pela internet. A partir daí, solicitava os cartões aos bancos. Ele também abriu empresas fantasmas e com o CNPJ falso conseguia, junto às operadoras de cartões, solicitar máquinas para passar os cartões. Em sua casa, a Polícia Civil apreendeu seis equipamentos ligados a um computador.

Ficha criminal
De acordo com o delegado, depois de conseguir as máquinas e solicitar os cartões com os dados dos clientes, o suspeito realizava as transações de casa. O dinheiro ia para uma conta fantasma, de onde era sacado ou transferido para outras contas. Ainda conforme Vasconcelos, muitas vezes as vítimas nem percebiam as operações e, quando notavam os saques indevidos, solicitavam o ressarcimento do valor. O prejuízo ficava para as instituições financeiras.

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Ataídes tinha várias passagens

“Chegamos até o suspeito depois de investigações de explosão a caixas eletrônicos. Isso culminou na prisão de 11 integrantes, sendo que o Ataídes era o último que faltava ser detido”, explica o delegado.

Segundo a polícia, o suspeito também já atuou explodindo caixas eletrônicos. Suspeita-se que a quadrilha a que ele pertencia é a mesma que, em março do ano passado, arrombou um caixa instalado na Prefeitura de Aparecida de Goiânia, onde dois guardas municipais foram rendidos.

Ataídes tem uma longa ficha criminal. Responde a crimes de roubo, estelionato, formação de quadrilha, porte de arma de uso restrito, lesão corporal e violência doméstica. Apesar disso, estava solto. Agora, somará mais outros crimes à sua ficha. Irá responder por furto, mediante fraude.

Antes de ser preso, o suspeito ostentava o dinheiro que conseguia com as fraudes nas redes sociais. “Como característica dessas quadrilhas, ele ostentava a vida boa divulgando fotos de viagens, andando em carros e motos de grande valor”, pontua Vasconcelos.

De acordo com Vasconcelos, além de fazer as fraudes, o rapaz também falsificava documentos dos veículos que a quadrilha utilizava, alguns roubados. Com ele, foi encontrado um veículo VW Golf com a documentação clonada. Durante a apresentação, o suspeito ficou de cabeça baixa e não falou com a imprensa.

Texto: Jornal O Hoje / Marcelo Tavares
Foto: Marcelo Tavares